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Centrais sindicais apoiam greve de alunos da USP: dialoga com interesses da classe trabalhadora

As centrais sindicais manifestaram apoio à greve dos estudantes da USP (Universidade de São Paulo), afirmaram que a pauta de reivindicações dialoga diretamente com os interesses da classe trabalhadora e cobraram a retomada das negociações.

Os universitários pedem, entre outros pontos, o aumento do auxílio permanência de R$ 885 para R$ 1.804 (um salário mínimo paulista), melhorias nos restaurantes universitários e nas moradias estudantis e ampliação de políticas de cotas.

"A greve ocorre em meio ao avanço de políticas de desmonte da universidade pública promovidas pelo Governo do Estado de São Paulo, dentro de uma lógica que prioriza os interesses do mercado em detrimento dos direitos sociais, da valorização do serviço público e do fortalecimento da educação, da ciência e da saúde pública", dizem as centrais.

Em manifesto assinado neste sábado (9), as centrais reconhecem a legitimidade da paralisação como instrumento histórico de luta, cobram o fim da repressão policial contra os grevistas e convocam sindicatos, federações e confederações a prestar solidariedade ao movimento ativamente.

A greve teve início em 14 de abril, impulsionada pelo apoio dos estudantes à paralisação dos servidores, que protestavam contra uma gratificação mensal de R$ 4.500 concedida aos docentes sem contrapartida equivalente para as demais categorias.

Os trabalhadores encerraram o movimento após acordo, mas os universitários seguiram mobilizados. Na quinta-feira (7), alunos ocuparam o prédio da reitoria para tentar convencer a gestão Aluisio Segurado a retomar as negociações, encerradas unilateralmente no início da semana.

Em entrevista nesta sexta (8), Segurado afirmou que a greve pode estar sendo movida por uma agenda política externa à instituição, citando o fato de que, desde o início, já havia convocações para um ato no dia 20 de maio contra o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A nota é assinada por CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), Pública, CSP Conlutas, Intersindical e Intersindical Instrumento de Luta.

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