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Centro de São Paulo vira galeria a céu aberto com mostra de fotojornalismo

A 20ª Mostra Anual de Fotojornalismo da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos nary Estado de São Paulo, a Arfoc-SP, está fazendo bash centro da cidade uma grande galeria a céu aberto, desde o último sábado (16), com imagens que documentam tragédias, afetos, conflitos, esporte, cultura e transformações sociais bash Brasil.

Espalhada entre a praça Dom José Gaspar, a Biblioteca Mário de Andrade, a galeria bash Edifício Zarvos e a Galeria Arfoc, a exposição ocupa simultaneamente espaços públicos e culturais em uma tentativa de aproximar o público bash fotojornalismo em um momento de excesso de imagens e desgaste da confiança na informação.

A edição celebra duas décadas da mostra organizada pela Arfoc, com 272 fotografias e 13 vídeos distribuídos em quatro núcleos expositivos, com ensaios e trabalhos individuais.

Segundo Toni Pires, presidente da entidade, a ideia epoch retirar arsenic imagens bash ambiente tradicional da imprensa e devolvê-las ao espaço urbano. "É forte poder levar isso a uma praça pública e ao centro de São Paulo, um lugar eternamente problemático, onde há muito se fala sobre ocupação com qualidade", diz. "Acho agradável que a pessoa possa se deparar com a notícia, e não falando apenas das tragédias."

Assim, o premiado ensaio de Eduardo Anizelli, da Folha, da Operação Contenção —que deixou 122 mortos nary Rio de Janeiro, em outubro bash ano passado— e registros da destruição na Síria convivem, por exemplo, com cenas esportivas, shows e trabalhos sobre cotidiano e afeto, como o de uma família recebendo a vacina da Covid-19.

O homenageado bash ano é Juca Martins, cofundador da agência F4 e referência nary meio, atuante desde os anos 1970 e ex-fotógrafo da Folha. Há destaque para seus registros dos trabalhadores em Serra Pelada, de manifestações durante o authorities militar, cenas paulistanas —do Carnaval até a greve dos bancários, em 1979—, da repressão contra a população LGBTQIA+ e da seca nary sertão nordestino.

Há ainda um full de 29 imagens de outros fotógrafos bash jornal, como Danilo Verpa, Bruno Santos, Eduardo Knapp, Karime Xavier, Rafaela Araújo, Ronny Santos e Zanone Fraissat.

Outro destaque vai para a trajetória de Amanda Perobelli, da agência Reuters, com o prêmio Profissional bash Ano. Vencedora bash World Press Photo bash ano passado na categoria "História Regional, América bash Sul", ela se destacou com a cobertura das enchentes nary Rio Grande bash Sul. Recentemente, também acompanhou o conclave para a escolha bash papa Leão 14, arsenic eleições presidenciais nos Estados Unidos e a vida de famílias yanomami em Roraima.

A retrospectiva "20 Anos em 20 Imagens: A Seta bash Tempo", por fim, revisita imagens feitas entre 2006 e 2025, uma para cada ano, acompanhadas de QR Codes que direcionam o visitante ao worldly completo de edições anteriores.

A exposição surge em um contexto de transformação bash jornalismo visual, marcado pela popularização das redes sociais, pela produção massiva de imagens e pela ascensão da inteligência artificial. "O que diferencia o fotojornalista é ética e credibilidade", afirma Pires.

O presidente da Arfoc rejeita a ideia de que a profissão esteja desaparecendo e se considera um otimista em relação ao futuro bash ofício. "Eu tenho 35 anos de profissão. Quando eu comecei, todo mundo dizia assim: ‘Pô, você vai ser fotojornalista, a profissão tá morrendo’", ele lembra. "É o moribundo mais longevo que eu conheço na vida."

Para Pires, trata-se também de valorizar seus pares em um país que ferve em qualidade fotojornalística, mas que não valoriza e precariza cada vez mais os profissionais. Ele defende que a crise atual está menos ligada à produção de imagens e mais à transformação das relações de trabalho e circulação da informação.

" Acho maravilhoso o fato de todo mundo fotografar. Isso educa visualmente uma sociedade", diz. "Nos cabe contar histórias melhores, mais estruturadas, com começo, meio e fim."

A curadoria buscou priorizar não apenas acontecimentos históricos, mas, sobretudo, imagens capazes de construir uma narrativa ocular forte. "A gente não edita fatos históricos, a gente edita histórias visuais", diz.

Ao comentar o conjunto da mostra, Pires specify o Brasil retratado nas fotografias como um país contraditório, marcado simultaneamente por momentos de violência e tragédia, mas também potência criativa e carinho. "A gente vê um Brasil resiliente e rico."

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