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Cessar-fogo não tem sentido se agressões de Israel continuarem, diz político do Hezbollah

Ali Fayyad, parlamentar e fundador do partido Hezbollah, disse também que o grupo tem o direito de responder ao que chamou de "agressão" israelense.

As críticas de Fayyad à extensão do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, anunciada por Donald Trump na quinta-feira, foi uma referência a violações israelenses na trégua denunciadas pelo governo libanês. O Hezbollah, por sua vez, também tem disparado durante o cessar-fogo, segundo Israel.

A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.

Explosão no subúrbio de Beirute, no Líbano, após ataque de Israel em 6 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Khalil Ashawi

  • Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.
  • Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.

Em uma rede social, Trump afirmou que se reuniu nesta quinta-feira, na Casa Branca, com autoridades de alto escalão dos dois países para uma nova rodada de negociações. Além dele, participaram do encontro o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e os embaixadores de Israel e do Líbano no país.

"A reunião foi muito produtiva! Os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para ajudar o país a se proteger do Hezbollah. O cessar-fogo entre Israel e Líbano será estendido por TRÊS SEMANAS", publicou.

Trump disse ainda que espera receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, na Casa Branca. Segundo ele, o encontro pode acontecer já nas próximas semanas.

Fotos mostram estragos de bombardeios coordenados feitos por Israel contra o Líbano em 8 de abril de 2026. — Foto: Reuters

Apesar da prorrogação, o cessar-fogo ocorre em meio a um cenário ainda instável no sul do Líbano. Mesmo com a trégua, ataques continuaram sendo registrados na região, onde tropas israelenses mantêm uma faixa de segurança de até 10 quilômetros dentro do território libanês.

Na quarta-feira, ao menos cinco pessoas morreram em bombardeios israelenses, no dia mais letal desde o início do cessar-fogo, segundo autoridades locais.

Líbano e Israel permanecem oficialmente em estado de guerra desde a criação de Israel, em 1948. No lado libanês, a ofensiva é liderada pelo Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

O confronto foi retomado no início de março, após ataques de EUA e Israel contra o Irã. Desde então, quase 2.500 pessoas morreram no Líbano, segundo o governo. Militares israelenses também passaram a ocupar parte do território libanês.

O Hezbollah afirma ter “direito de resistir” à presença de forças israelenses no território libanês e diz ter realizado operações em resposta aos ataques. Já o governo de Israel alega ter o direito de se defender de ações do grupo, que classifica como terroristas.

Oficialmente, o governo libanês defende a extensão do cessar-fogo como condição para discutir a retirada das tropas israelenses e a definição da fronteira terrestre. Já Israel afirma que busca o desmantelamento do Hezbollah e garantias de segurança na fronteira.

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