Segundo a agência de notícias estatal chinesa, Xinhua, as negociações já começaram em uma conversa telefônica mais cedo entre os ministros chinês e russo, e Dong Jun falou a Andrei Belousov na videoconferência:
O governo Trump ameaçou países vizinhos que não ajudarem a combater o narcotráfico e a influência da Rússia e da China no Hemisfério Ocidental com força militar.
Saiba mais sobre a nova estratégia de Defesa dos EUA
O governo de Donald Trump quer barrar a influência de seus rivais geopolíticos Rússia e China do Hemisfério Ocidental e ameaçou empregar ação militar contra países do continente que não cooperarem ou ainda obstruírem seus objetivos.
A ameaça, estendida a quem não colaborar com as ações de combate ao narcotráfico, está na nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, publicada pelo Departamento de Guerra norte-americano na última sexta-feira (23). O intuito, segundo a estratégia, é assegurar aos EUA plena dominância militar e comercial "do Ártico à América do Sul".
O porta-aviões USS Gerald R. Ford aguarda no Caribe, em frente ao litoral da Venezuela — Foto: GETTY IMAGES
A gestão de Donald Trump explica ainda como aplicará o lema que tem repetido desde a captura do venezuelano Nicolás Maduro, o de que "este é o nosso hemisfério". E fala de garantir "o acesso militar e comercial dos EUA a áreas estratégicas fundamentais, especialmente o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia. (...).

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A política de defesa do 2º mandato do governo Trump, segundo o documento do Departamento de Guerra, busca a "paz por meio da força" e começa nas fronteiras dos EUA, passa pelo Domo de Ouro e termina no monitoramento e contenção de seus rivais globais, como a China e a Rússia, contando com a ajuda de aliados ao redor do mundo.
- "Deter" a China por meio da força e da contenção, mas sem buscar confronto direto;
- "Delegar" Rússia e a Coreia do Norte, identificadas como ameaças globais, para seus aliados cuidarem —Otan e Coreia do Sul e Japão, respectivamente;
- "Narcoterrorismo" como alvo militar: EUA se reservou o direito de ataques militares diretos contra organizações narcoterroristas em qualquer lugar das Américas;
- Vai obrigar Canadá e México a ajudar a fechar as fronteiras dos EUA para a entrada de imigrantes ilegais e de "narcoterroristas";
- Aumentar a responsabilidade dos aliados no "fardo da segurança compartilhada";
Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
A China é tratada na nova estratégia como o principal rival dos EUA no palco mundial e, por isso, é necessário "deter" o país de Xi Jinping "por meio da força, não do confronto", ou seja, sem entrar em guerra.
No entanto, o documento diz não ser necessário "dominar nem estrangular" Pequim para atingir esse objetivo, e indicou que vai buscar um arranjo em que cada um exerça dominação em suas regiões de influência para evitar choques.
Isso seria buscado por meio de dois fatores:
- Esforços diplomáticos com Xi Jinping;
- Aumentar a presença militar no Pacífico Ocidental —entre o Japão e as Filipinas, passando por Taiwan— para se contrapor à rápida mobilização chinesa na região.
Trump busca uma "paz estável, comércio justo e relações respeitosas" com a China, segundo o documento. Mas os EUA dizem estar de olho na região do Pacífico Oriental, que abrange Taiwan, Hong Kong e Japão.
Outros pontos da estratégia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com o secretário-geral da Otan, em 21 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
- O governo Trump considera primordial, ainda de acordo com a Estratégia de Defesa, garantir o "acesso militar e comercial" nas regiões do Ártico, do Golfo das Américas, do Canal do Panamá e em outras regiões da América do Sul. E já começou a aplicar essa estratégia, em casos como a tentativa de adquirir a Groenlândia e investidas contra a influência chinesa no canal marítimo da América Central.
- O governo Trump diz também querer "fechar as fronteiras e deportar" imigrantes ilegais, e afirmar contar com a ajuda do Canadá e do México para isso.
- Em relação ao combate ao narcotráfico, o Departamento de Guerra afirma se reservar o direito de empregar "ações militares unilaterais" contra narcotraficantes, mas disse que quer ajudar a desenvolver a capacidade de aliados de desmantelar cartéis de drogas latino-americanos.
- O documento também tratou do Domo de Ouro, e afirmou que o Canadá terá um papel importante para fechar as defesas aéreas perto dos EUA.
- O governo Trump também fala em "modernizar e adaptar" suas forças nucleares e fazer uma retomada da indústria militar dos EUA.

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1 semana atrás
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