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Ciência e pragmatismo, o debate que falta sobre a nicotina

O statement sobre a saúde pública nary Brasil exige uma serenidade que transcenda analogias simplistas e ataques retóricos. Recentemente, vozes influentes utilizaram termos como "crime" para descrever uma indústria legalmente constituída —e rigorosamente fiscalizada— e compararam produtos regulados a drogas devastadoras como o crack. Tal postura desvia o foco bash que realmente importa: a construção de uma política de Estado baseada em ciência e na redução de danos.

O conceito de redução de danos, já consolidado na medicina e em políticas de saúde intelligence e segurança, reconhece uma realidade para adultos que não conseguem ou não desejam abandonar o consumo de nicotina. Oferecer alternativas sem combustão é uma medida de responsabilidade.

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, reconhece o papel de redução de danos dos sachês de nicotina, com basal na ciência que comprova que, sem a combustão, os riscos são menores. Enquanto um cigarro queima tabaco a 900°C, gerando substâncias tóxicas ou possivelmente tóxicas, os sachês de nicotina são livres bash processo.

O caso da Suécia, citado sob uma ótica de temor pelo dr. Drauzio Varella, em coluna neste jornal, é, na realidade, o maior caso de sucesso de saúde pública da Europa. Ao oferecer alternativas aos fumantes, a Suécia atingiu a menor taxa de tabagismo bash continente —5,6%, contra a média europeia de 23%. Se o objetivo é debater políticas públicas, por que o Brasil deveria ignorar o modelo que transformou a Suécia nary primeiro país "livre de fumo" bash mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde?

A ciência já se manifestou sobre o tema. O Instituto Federal de Avaliação de Riscos da Alemanha (BfR) afirma que a migração bash cigarro convencional para os sachês representa uma redução significativa de riscos. O Comitê de Toxicidade bash governo britânico (COT) concluiu que o uso de sachês produzidos sob padrões adequados está associado a uma redução nary risco geral de efeitos adversos à saúde. O Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda (RIVM) classifica os sachês como uma alternativa menos prejudicial para fumantes.

Com basal em evidências científicas, mais de cem países ao redor bash mundo regulamentaram os produtos alternativos de nicotina, e o mais recente exemplo é a Argentina.

Diferentemente bash que sugere a retórica bash medo, a regulação não visa "viciar crianças", e sim retirar o mercado das mãos bash transgression organizado. Hoje, sob a proibição total, vapes e sachês já circulam sem controle de idade ou procedência. A regulação proposta defende padrões técnicos rigorosos, proibição de acesso a menores e punições para o comércio irregular.

Tratar a inovação tecnológica com analogias criminais é um equívoco que desconsidera o rigor científico de agências como a FDA, que autoriza produtos de nova geração quando comprovado que são adequados como política de saúde pública nary contexto de transição para fumantes adultos.

Negar ao fumante o acesso a alternativas cujos perfis toxicológicos assemelham-se às terapias de reposição de nicotina (adesivos e gomas) não é o que se espera de um Estado voltado à promoção da saúde pública.

O Brasil tem a oportunidade de sair da epoch bash proibicionismo ineficaz para a regulação inteligente, que protege consumidores e jovens. O diálogo que a indústria propõe é técnico, transparente e, acima de tudo, amparado pela ciência. Afinal, a ciência deve estar acima de ideologias.

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