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CIN Digital: vale a pena emitir seu novo RG agora ou ainda pode esperar?

Vale a pena correr para fazer a CIN agora ou ainda é possível esperar? A Carteira de Identidade Nacional (CIN) é o novo documento que substituirá o RG tradicional no Brasil. Diferentemente do modelo antigo, que podia ter numeração diferente em cada estado, a nova identidade utiliza o CPF como registro único nacional, além de possuir versão digital integrada ao aplicativo gov.br. A proposta do governo é tornar a identificação dos cidadãos mais segura, reduzir fraudes e facilitar o acesso a serviços públicos. Desde o início da implementação, milhões de brasileiros já emitiram a CIN, mas a troca ainda gera dúvidas. Entenda se agora é um bom momento para tirar seu RG.

 Reprodução CIN Digital: muitos brasileiros podem esperar para tirar o “novo RG”, enquanto outros grupos devem colocar o procedimento na lista de prioridades; veja — Foto: Reprodução
  • Vale a pena emitir a CIN Digital agora?
  • Quem pode esperar para tirar a CIN Digital?
  • Como emitir a CIN Digital?
  • O que você precisa para ter a CIN Digital?
  • Quanto tempo demora para tirar a CIN Digital?
  • Quantidade de emissão da CIN Digital por Estado

Vale a pena emitir a CIN Digital agora?

A resposta depende da situação de cada pessoa. Para quem já usa com frequência serviços digitais do governo, costuma valer a pena fazer a troca agora. A Carteira de Identidade Nacional (CIN) funciona integrada ao aplicativo gov.br - disponível para Android e iPhone (iOS) - e permite acessar a versão digital do documento pelo celular, além de facilitar o login em plataformas públicas que exigem validação de identidade. Outro ponto importante é que a nova carteira utiliza o CPF como número único nacional, o que reduz problemas causados por diferentes números de RG em cada estado.

Por outro lado, não existe obrigação imediata para a maior parte da população. Quem ainda possui um RG em bom estado e não precisa acessar recursos digitais do governo com frequência, pode esperar mais algum tempo para fazer a emissão. O RG antigo continua válido em todo o país até 2032, ano de expiração do documento, segundo o decreto 10.877/2022. Contudo, é necessário que ele esteja legível e em boas condições de uso.

 Reprodução/Gov.br CIN Digital traz mais facilidade para quem usa serviços digitais do governo com frequência — Foto: Reprodução/Gov.br

Quem pode esperar para tirar a CIN Digital?

Nem todo brasileiro precisa correr para emitir a nova Carteira de Identidade Nacional neste momento. Apesar da CIN ser o modelo que substituirá o RG tradicional no futuro, o documento antigo ainda continua válido em todo o país por alguns anos, desde que esteja em bom estado e com os dados legíveis.

O cenário muda para pessoas que participam de programas sociais do Governo Federal. Para beneficiários que ainda não possuem cadastro biométrico em bases oficiais, a CIN passará a ser exigida antes dos demais cidadãos, com prazo até o último dia de 2026. Quem recebe benefícios e já possui biometria cadastrada - como em registros da Justiça Eleitoral ou da CNH - terá um prazo maior para se adequar às novas regras. Ela passará a ser obrigatória somente em janeiro de 2028.

O governo também prevê exceções para alguns grupos em relação ao cadastro biométrico. Pessoas acima de 80 anos, migrantes, refugiados, apátridas, brasileiros residentes no exterior, cidadãos com dificuldade de deslocamento por questões de saúde ou deficiência e moradores de regiões consideradas de difícil acesso não possuem obrigatoriedade de realizar o procedimento.

Também existem outras situações em que a emissão imediata acaba não sendo tão necessária. É o caso de pessoas que raramente utilizam serviços digitais do governo ou não costumam precisar da versão digital do documento no celular. Como a CIN Digital funciona integrada ao aplicativo gov.br, ela tende a ser mais útil para quem acessa plataformas públicas com frequência.

 Gov.br Alguns grupos podem esperar para tirar a CIN Digital, enquanto outros devem realizar o procedimento até o fim de 2026 — Foto: Gov.br

A emissão da CIN começa presencialmente. O cidadão precisa agendar atendimento no órgão responsável do seu estado, como institutos de identificação, Poupatempo, Detran ou Polícia Civil, dependendo da região. O agendamento normalmente pode ser feito pela Internet, usando os serviços estaduais disponíveis no portal gov.br.

No dia marcado, é necessário comparecer ao local para apresentar os documentos exigidos, fazer a coleta biométrica e confirmar os dados cadastrais. Depois da emissão da versão física, a identidade digital pode ser acessada pelo aplicativo gov.br no celular.

Para adicionar o documento no aplicativo, o usuário deve fazer login com CPF e senha, entrar na área “Carteira de documentos” e escanear o QR Code presente na nova identidade. Em seguida, o sistema solicita uma validação facial para liberar a versão digital.

O que você precisa para ter a CIN Digital?

O primeiro requisito é possuir a nova Carteira de Identidade Nacional física. A versão digital não é emitida separadamente e depende da leitura do QR Code presente no documento impresso.

Também é necessário ter uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Contas de nível bronze não permitem acessar a CIN digital. O aumento do nível de segurança pode ser feito gratuitamente por meio de biometria facial, validação bancária ou comparação de dados com bases oficiais do governo.

Na etapa presencial de emissão, geralmente é preciso apresentar certidão de nascimento ou casamento atualizada. Alguns estados também permitem incluir outros documentos associados ao cadastro, como CNH, título de eleitor, PIS/PASEP e carteira de trabalho.

Outro ponto importante é que a emissão da primeira via da CIN é gratuita em todo o país. Já a segunda via pode ter cobrança, dependendo das regras adotadas por cada estado.

 Divulgação Primeiro passo para gerar a CIN Digital é possuir a versão física do documento — Foto: Divulgação

O prazo varia bastante conforme o estado e a demanda de atendimento. Em alguns locais, a emissão da carteira física pode levar poucos dias. Em outros, o processo pode demorar várias semanas, especialmente em períodos de alta procura.

A etapa presencial costuma ser a mais importante do processo, porque envolve conferência de documentos e coleta biométrica. Depois disso, o cidadão precisa aguardar a liberação da identidade física para conseguir ativar a versão digital no aplicativo gov.br.

Em muitos estados, a CIN digital aparece no aplicativo logo após a emissão do documento físico. Ainda assim, o prazo total depende da estrutura de atendimento disponível em cada região do país.

Quantidade de emissão da CIN Digital por Estado

Na tabela abaixo, confira como está a emissão da CIN por Estado:

Quantidade de emissões da CIN

UF População Emissões
AC 880.631 35,81%
AL 3.220.104 34,08%
AM 4.281.209 25,72%
AP 802.837 12,64%
BA 14.850.513 21,89%
CE 9.233.656 28,11%
DF 2.982.818 30,67%
ES 4.102.129 19,55%
GO 7.350.483 25,84%
MA 7.010.960 27,82%
MG 21.322.691 29,42%
MS 2.901.895 26,22%
MT 3.836.399 33,43%
PA 8..664.306 3,11%
PB 4.145.040 27,80%
PE 9.539.029 22,42%
PI 3.375.646 60,71%
PR 11.824.665 26,91%
RJ 17.219.679 24,46%
RN 3.446.071 31,59%
RO 1.746.227 24,70%
RR 716.793 13,31%
RS 11.229.915 31,64%
SC 8.058.441 30,35%
SE 2.291.077 39,07%
SP 45.973.194 19,28%
TO 1.577.342 25,94%
Total 212.583.750 24,99%

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