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Cleitinho faz ofensiva para esvaziar chapa adversária e consolida candidatura em MG

O senador Cleitinho (Republicanos), pré-candidato ao governo de Minas Gerais, tenta uma aliança com Marcelo Aro, até então pré-candidato ao Senado na chapa do governador Matheus Simões (PSD). O gesto foi compreendido por aliados do parlamentar como um sinal de que ele concorrerá de fato ao Palácio Tiradentes.

Nesta segunda-feira (6), Aro compareceu ao lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), irmão de Cleitinho. A ideia do Senador é fazer seu parente presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, justamente para facilitar sua articulação caso vença o governo local.

O gesto de Cleitinho foi visto como um sinal de que ele de fato concorrerá ao governo. Oficialmente, o senador tem afirmado que a decisão não está tomada e que seu futuro político será definido somente em maio.

A presença de Aro, por sua vez, foi interpretada como um sinal de distanciamento de Simões. O pré-candidato ao Senado foi secretário de Governo de Romeu Zema (Novo), onde cuidava da articulação política. Quando Simões assumiu o Executivo mineiro, o braço direito do antigo governador perdeu espaço.

O distanciamento aumentou quando o senador Carlos Viana se filiou ao PSD de Simões para tentar renovar o mandato, o que reduz o espaço de Aro na chapa. Dessa forma, uma aliança com Cleitinho passou a ser vista como uma alternativa para o ex-secretário.

Durante o evento de Eduardo Azevedo, Aro foi elogiado e recebeu apoio público de Cleitinho. "Há quatro anos fomos concorrentes... Mas passou a eleição, agora é trabalhar junto. Se você vier candidato a senador, quero te apoiar, com o maior prazer, por tudo que você faz (...) Quem não conhece Marcelo Aro, pode apoiar, porque ele trabalha e [se] dedica", afirmou o senador.

Cleitinho é visto como favorito na disputa pelo governo de Minas Gerais e tenta concorrer com o apoio de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, para consolidar os votos de direita no estado. Simões, por sua vez, planeja herdar a cadeira de Zema, incluindo sua base de prefeitos.

No outro lado, o senador Rodrigo Pacheco se filiou ao PSB para concorrer ao governo de Minas Gerais com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-presidente do Senado quer construir uma frente ampla, que vai de partidos de esquerda, centro e também de direita, como o PSDB de Aécio Neves.

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