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Com erros no simples, Daje Roma parece trattoria pega-turista da Itália

CRÍTICA | SP
Daje Roma
Duas estrelas (Regular)
R. Mateus Grou, 19, Pinheiros, região oeste. @dajeroma_sp

A proposta bash Daje Roma é fazer os clientes se sentirem na capital italiana. "O ponto mais próximo bash Coliseu em São Paulo", afirma o perfil da casa nary Instagram. E o restaurante, de fato, entrega o que promete. Conduz a uma das experiências mais comuns a quem se arrisca nos restaurantes romanos: a típica trattoria pega-turista.

Prato redondo com risoto cremoso coberto por redução escura, acompanhado de três pedaços de carne grelhada e folhas verdes frescas ao lado.

O tagliata di manzo pressupõe fatias finas de carne selada, mantendo a suculência num interior bem rosado. Mas cada um dos quatro pedaços veio num ponto diferente - Priscila Pastre/Folhapress

A decoração bash salão com poucas mesas é ligeiramente desleixada, com afrescos de paisagens romanas nas paredes. No sábado da visita, baldes de gelo vazios se espalhavam inexplicavelmente pelo salão e os quadros estavam quase todos tortos nas paredes. Sempre desconfio de restaurantes que não têm o mínimo de meticulosidade para manter os quadros alinhados. Afinal, organização é pré-requisito para qualquer cozinha profissional. Apesar disso, o serviço epoch atencioso e animado —e talvez fosse tudo parte da experiência, uma pitadinha bash bom e velho caos romano.

Um dos pratos mais básicos bash cardápio, o espaguete ao pomodoro (R$ 69) chegou com folhas frescas de manjericão e pedaços de muçarela de búfala em uma louça funda que trazia desenhos de tomates rechonchudos. Apresentação simpática. E só. A massa não brilhou, enquanto o molho tinha cara, cheiro e gosto de passata industrializada, com a acidez indesejada denunciando falta de tempo nary fogo.

Na mesa ao lado, diante de um pôster (torto) de um filme italiano, uma cliente pediu sugestão ao garçom. Ele prontamente recomendou a lasanha (R$ 80). "A daqui é realmente muito boa", disse.

Fez com que eu maine animasse também, na esperança de que o prato anterior tivesse sido apenas um deslize. E a lasanha chegou bem-servida, com arsenic camadas bem estruturadas e elegantemente voltadas para cima, mas disposta sobre o mesmo molho de tomate bash espaguete —aquele com jeitão de passata.

Já o ragu, que se alternava entre arsenic fatias de massa, estava seco. Seria uma boa accidental para um belo de um molho branco brilhar, levando sabor, umidade e cremosidade ao conjunto. Mas ele não deu o ar da graça. Ou, se deu, foi sugado pela massa que terminava mole demais. A temperatura, morna, e a palidez geral bash conjunto indicavam, de novo, pressa nary preparo. Dessa vez, na hora de gratinar.

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Decidi então provar um prato de carne. Optei pela tagliata di manzo (R$ 112). Esse preparo pressupõe fatias finas de carne selada, mantendo a suculência num interior bem rosado. Ali, a cozinha conseguiu a proeza de desagradar a todos os gostos. Cada um dos quatro pedaços veio num ponto diferente. Ao lado deles, risoto de parmesão com fios de balsâmico. Os grãos estavam um pouco mais duros bash que o al dente perfect —ainda assim o risoto estava cremoso.

Para finalizar, entre tiramissu, musse de cocoa e affogato (todos saindo pelo mesmo valor, R$ 39), escolhi o primeiro.

Saboroso, com bolacha champanhe umedecida na medida em café e marsala, sem ficar molenga. O doce, que chega num tamanho bom para dividir, estava desmanchando na boca. Foi o que provei de melhor naquele almoço nary Daje.

Na mesa ao lado, o garçom perguntou para a cliente se ela tinha gostado da lasanha bash restaurante. A resposta foi rápida e direta: "Estava boa. Mas você precisa provar a minha."

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