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Com maior reserva do mundo, Venezuela vive apagão petrolífero

Capacidade de refino de petróleo segue estagnada há 19 anos. Desde 2007, o potencial para refinar o combustível na Venezuela equivale a 1,3 milhão de barris por dia. A capacidade é inferior à do Brasil, que, com apenas 0,7% das reservas internacionais (11,9 bilhões de barris), consegue refinar até 2,29 milhões de barris de petróleo por dia.

Evolução negativa reflete falta de investimentos em infraestrutura. Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), afirma que as instalações petrolíferas do país necessitam de "investimentos gigantescos" para recuperar o ritmo de produção do passado. "A Venezuela não tem dinheiro para investir para explorar o petróleo e nem para comprar equipamentos adequados e custear a própria mão de obra", afirma ele.

Quando você não investe, a produção começa a cair, porque você não tem como transformar a reserva em produção. Você não tem dinheiro para comprar equipamentos e a própria mão de obra perde a qualidade.
Adriano Pires

EUA desejam retornar ao mercado de petróleo da Venezuela. Em declaração após a captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump acusou o país de "roubar" o petróleo norte-americano e revelou a estratégia de estimular as grandes petroleiras para a reestruturação do setor. "Vamos incentivar nossas grandes empresas de petróleo, as maiores do mundo, a entrar [no mercado da Venezuela], gastar bilhões de dólares, arrumar a infraestrutura que está quebrada e começar a levar dinheiro para o país", disse.

Chevron é a única empresa dos EUA que permanece no país. Presente no país desde 1920, a petroleira atua legalmente devido a uma série de acordos com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A) e uma licença concedida pela Casa Branca. A italiana Eni, a francesa Maurel & Prom e a espanhola Repsol mantêm atuação em território venezuelano após a estatização, mas os investimentos são insuficientes para recuperar os níveis de produção.

Comparação com outros produtores comprova situação adversa. A Arabia Saudita e o Irã, detentores de, respectivamente, 17,2% (197,5 bilhões de barris) e 9,1% (157,8 bilhões de barris) das reservas globais de petróleo, respondem pela produção diária de 10,8 e 4,3 milhões de barris de petróleo por dia.

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