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Combustíveis disparam e puxam maior prévia da inflação para abril em 4 anos

Guerra no Oriente Médio deixa os combustíveis 6,06% mais caros. A variação foi puxada pelos aumentos dos preços do óleo diesel (16%), da gasolina (6,23%) e do etanol (2,17%). As altas são motivadas pela disparada do preço do petróleo com o bloqueio do Estreito de Hormuz, rota de escoamento de 20% do combustível, em meio aos ataques na região.

Preços dos alimentos e bebidas também dispararam neste mês. A alta de 1,46% do grupo de despesas foi influenciada, principalmente, pelo aumento de preço das refeições dentro de casa, que acelerou de 1,1% em março para 1,77% em abril. As principais variações partiram da cenoura (25,4%), da cebola (16,5%), do leite longa vida (16,3%), do tomate (13,8%) e das carnes (1,14%).

Alimentação fora de casa também pesou no bolso dos brasileiros. O subgrupo registrou aumento de 0,7% dos preços, após variação positiva de 0,35% em março. Contribuíram para o resultado as altas do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,5% e 0,31%, respectivamente.

Inflação atingiu todos os grupos de despesas em abril. Além de transportes e alimentos, também apresentou alta expressiva o segmento de saúde e cuidados pessoais (0,93%), em função das altas dos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos. Em habitação, a variação de 0,42% foi motivada pelo aumento de 0,68% das contas de luz.

Veja a variação de cada grupo:

  • Alimentação: +1,46%
  • Transportes: +1,34%
  • Saúde e cuidados pessoais: +0,93%
  • Vestuário: +0,76%
  • Artigos de residência: +0,48%
  • Comunicação: +0,48%
  • Habitação: +0,42%
  • Despesas pessoais: +0,32%
  • Educação: +0,05%
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