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Combustíveis e alimentos impulsionam maior inflação para abril desde 2022

Preço dos combustíveis sobe com efeitos da guerra no Oriente Médio. A alta de 1,8% do subgrupo de despesas foi determinada pelo encarecimento da gasolina (1,86%), do diesel (4,46%), do etanol (0,62%) no mês passado. As variações são motivadas pela disparada do preço do petróleo com o bloqueio do Estreito de Hormuz, rota de escoamento de 20% do combustível.

No acumulado de 2026, os combustíveis veiculares saltaram 8,11%. A alta também é estimulada pelos aumentos do óleo diesel (19,87%), da gasolina (8,08%) e do etanol (5,63%). O gás veicular, por sua vez, aparece 5,06% mais barato desde janeiro, segundo o IBGE. Em 12 meses, o preço dos combustíveis subiu 6,67%.

Alimentos

Inflação dos alimentos e bebidas avança pelo quinto mês seguido. A oscilação positiva de 1,34% em abril é levemente inferior à taxa registrada em março (1,56%). A sequência de avanços faz o grupo de maior peso para o cálculo do IPCA acumular alta de 3,44% neste ano e de 2,69% nos últimos 12 meses.

Altas foram estimuladas pelo aumento de preço da alimentação em casa. O subgrupo registrou variação de 1,64%, com influência das altas da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). Na contramão, o café moído (-2,3%) e o frango em pedaços (-2,14%) estão mais baratos.

Alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59% no mês passado. A taxa foi calculada com a desaceleração da inflação dos lanches (de 0,89% em março para 0,71%) e a aceleração das refeições (de 0,49% para 0,54%) na passagem de março para abril.

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