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Como a guerra no Irã impacta investimentos dos países do Golfo

A guerra, que começou quando os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, fez com que a maioria dos países do Golfo reduzisse a produção e o transporte de petróleo e gás — cujas vendas representam a maior parte da renda nacional dessas nações. O Irã acusa os países do Golfo de desempenharem um papel nessa guerra e tem, por isso, atacado infraestrutura petrolífera, aeroportos e bases militares americanas em vários deles. O Irã também bloqueou o importante estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de hidrocarbonetos.

Como resultado, a empresa de consultoria Oxford Economics concluiu, em um relatório publicado neste mês, que a renda nacional dos países do Golfo crescerá apenas 2,6% este ano — 1,8% a menos do que as previsões originais.

Alguns países serão mais afetados do que outros, observaram os pesquisadores, porque Omã e Arábia Saudita ainda têm rotas alternativas para exportar petróleo e podem até se beneficiar do aumento dos preços. Bahrain, Kuwait e Catar, por outro lado, não dispõem dessas alternativas.

Os países do Golfo vinham tentando diversificar suas economias para reduzir a dependência do petróleo, mas a guerra com o Irã afetou esses planos. Ela prejudicou o turismo, o setor imobiliário e o digital na região, e fez as bolsas locais despencarem.

Como escreveu em um artigo publicado neste mês Frederic Schneider, pesquisador do Middle East Council: "Vídeos de explosões em Dubai, Doha e Manama perfuraram a imagem cuidadosamente cultivada de segurança no Golfo".

Especialistas em turismo afirmam que o fechamento do espaço aéreo, especialmente durante o Ramadan, pode levar a uma perda de até 56 bilhões de dólares nas receitas de turismo.

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