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Como a mídia dos EUA noticiou a classificação de CV e PCC como terroristas

O anúncio foi feito na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Ao anunciar a medida, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.

Veículos americanos destacaram possíveis impactos políticos, econômicos e diplomáticos da decisão. Além disso, a imprensa dos EUA também noticiou o temor do governo brasileiro de que a medida abra espaço para sanções e questionamentos sobre soberania.

As reportagens também relacionaram o anúncio à eleição presidencial de outubro. Veja a seguir.

A agência Associated Press destacou que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas ocorre às vésperas da disputa presidencial brasileira. A reportagem também relembrou críticas de Lula à medida, vista pelo presidente como interferência externa.

"Lula, que busca a reeleição e tenta reforçar suas credenciais no combate ao crime, se opôs abertamente à classificação de criminosos como terroristas, enquanto apoiadores de Bolsonaro no Congresso instaram publicamente Trump a adotar medidas mais enérgicas contra as gangues", diz o texto.

A reportagem também afirma que a segurança pública deve ganhar peso na eleição presidencial. Segundo a AP, especialistas avaliam que nem Jair Bolsonaro nem Lula tiveram grande sucesso no combate aos dois grupos criminosos.

O canal conservador Newsmax destacou que as facções brasileiras receberão duas classificações diferentes dos EUA: Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados.

"Rubio afirmou que as gangues eram duas das 'organizações criminosas mais violentas do Brasil' e que sua influência e redes se estendiam por toda a região e até os Estados Unidos."

A reportagem também afirmou que o governo Lula tentou evitar a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras por temer possíveis consequências econômicas e militares.

A agência Bloomberg destacou que a decisão dos EUA deve reacender tensões entre Donald Trump e o presidente Lula, além de ampliar o peso do debate sobre segurança pública na eleição brasileira.

"O governo brasileiro considera a designação como uma medida que poderia abrir caminho para os EUA justificarem uma ação militar em seu território, especialmente em meio aos frequentes ataques aéreos contra supostos narcotraficantes no Caribe."

A reportagem também afirma que a medida pode gerar incertezas no sistema financeiro do país, enquanto bancos e empresas tentam entender os impactos práticos da classificação das facções como organizações terroristas.

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