O currículo continua sendo um documento decisivo em 2026, apesar do avanço do LinkedIn, da inteligência artificial e dos sistemas automatizados de recrutamento. Ele é, na prática, o primeiro filtro usado por empresas para decidir quem avança ou não em um processo seletivo, inclusive antes de qualquer contato humano.
Hoje, o currículo não é lido apenas por recrutadores. Ele passa por softwares de triagem automática, conhecidos como ATS (Applicant Tracking Systems), que analisam palavras-chave, estrutura, clareza e aderência à vaga. Um currículo mal preenchido pode ser descartado em segundos, mesmo que o candidato tenha potencial.
Este guia foi criado especialmente para quem nunca fez um currículo, está em busca do primeiro emprego, estágio ou vaga como jovem aprendiz. Ao longo da matéria, explicamos o que é um currículo em 2026, como estruturá-lo corretamente, quais erros evitar e como usar a IA a seu favor, sem comprometer sua credibilidade.
Mesmo em 2026, o currículo segue como peça-chave nos processos seletivos. Veja como montar um modelo correto, compatível com sistemas automatizados e ideal para quem busca o primeiro emprego, estágio ou vaga como jovem aprendiz — Foto: Reprodução/Freepik Mesmo que você já tenha um perfil no LinkedIn ou utilize plataformas como Catho, Gupy e InfoJobs, o currículo segue sendo exigido na maioria dos processos seletivos. É ele que consolida suas informações de forma objetiva, organizada e compatível com sistemas automatizados. A seguir, veja tudo o que você vai aprender neste guia.
- O que é um currículo e qual sua função em 2026?
- Onde o currículo é usado hoje?
- Diferença entre currículo, LinkedIn e portfólio
- O que ter em mãos antes de começar?
- Estrutura correta de um currículo para iniciantes
- Como preencher cada seção, mesmo sem experiência
- Como usar inteligência artificial com responsabilidade?
- Erros mais comuns e como evitá-los
- Dicas práticas para se destacar em processos seletivos
1. O que é um currículo e para que ele serve em 2026
O currículo é um documento profissional que apresenta, de forma resumida, sua formação, experiências, habilidades e objetivos. Em 2026, ele cumpre duas funções centrais: alimentar sistemas de triagem automática e permitir uma avaliação rápida por recrutadores.
Na prática, o currículo é usado em:
- Sites de vagas e bancos de talentos
- Envio por e-mail a recrutadores
- Plataformas como Gupy, Kenoby, InfoJobs, Vagas.com e LinkedIn
É importante diferenciar:
- Currículo: documento objetivo, focado na vaga
- LinkedIn: perfil público, mais amplo e relacional
- Portfólio: comprovação prática (comum em áreas criativas e técnicas)
Um não substitui o outro. Eles se complementam.
O currículo continua sendo o principal documento analisado por sistemas de triagem automática e recrutadores. Entenda como ele funciona hoje, onde é usado e por que segue relevante mesmo com LinkedIn e inteligência artificial — Foto: Reprodução/Freepik 2. Antes de começar: o que você precisa ter em mãos
Antes de abrir qualquer modelo, organize as informações abaixo.
- Dados pessoais
- Histórico escolar ou acadêmico
- Cursos e certificados
- Experiências (inclusive informais)
- Habilidades técnicas e comportamentais
- Idiomas
- Links relevantes (LinkedIn, portfólio, GitHub, Behance)
Esse preparo evita retrabalho e reduz erros comuns.
3. Estrutura básica de um currículo (o que não pode faltar?)
Segundo Caroline Muelas, consultora de recrutamento e seleção da Adecco, a ordem das informações faz diferença, especialmente para iniciantes. O ideal é seguir uma estrutura lógica, simples e compatível com sistemas de triagem.
- Dados pessoais
- Objetivo profissional
- Formação acadêmica
- Experiência profissional
- Habilidades
- Cursos e certificações
- Idiomas
- Nome completo
- Cidade e estado
- Telefone com DDD
- E-mail profissional
- LinkedIn (opcional, mas recomendado)
- CPF ou RG
- Endereço completo
- Estado civil
- Foto (a menos que a vaga peça explicitamente)
“Essas informações não agregam valor ao processo seletivo e podem gerar vieses desnecessários”, afirma Caroline. “Dados como foto e estado civil costumam ser evitados justamente para garantir um recrutamento mais imparcial e focado nas competências do candidato”, complementa.
3.2 Objetivo profissional: como escrever
Indicado principalmente para quem está começando.
- Seja direto
- Cite a área ou função
- Evite frases genéricas
“Busco minha primeira oportunidade como atendente, com interesse em aprender e desenvolver habilidades no atendimento ao cliente.”
“Estudante de Administração em busca de estágio na área financeira.”
- Nome do curso
- Instituição
- Previsão de conclusão
- Curso
- Instituição
- Ano de conclusão
- Ensino Médio completo
- Nome da escola
- Ano de conclusão
Dados pessoais, objetivo e formação precisam estar organizados corretamente no currículo. Entenda a lógica da estrutura ideal e por que ela faz diferença nos processos seletivos atuais — Foto: Reprodução/Freepik 3.4 Experiência profissional (mesmo sem carteira assinada)
- Estágio
- Jovem aprendiz
- Freelance
- Trabalho informal
- Trabalho voluntário
- Projetos acadêmicos
- Cargo ou função
- Empresa ou projeto
- Período
- Principais atividades
3.5 Habilidades (hard skills e soft skills)
- Excel
- Canva
- Pacote Office
- Edição de vídeo
Soft skills (comportamentais):
- Comunicação
- Organização
- Trabalho em equipe
"Liste apenas habilidades que você consegue demonstrar na prática. Exagero e mentira são rapidamente identificados", recomenda Caroline Muelas.
3.6 Cursos e certificações
- Curso de Excel Básico – Senai (2024)
- Básico
- Intermediário
- Avançado
- Fluente
4. Como fazer um currículo do zero: passo a passo
- Escolha onde criar (Word, Google Docs, Canva ou sites específicos)
- Opte por um modelo simples
- Preencha os dados pessoais
- Escreva o objetivo profissional
- Adicione formação
- Inclua experiências
- Liste habilidades e cursos
- Revise com atenção
- Salve em PDF
Segundo Caroline, o PDF é o formato mais seguro, pois mantém a formatação e evita problemas em sistemas de recrutamento.
Saber fazer um currículo ainda é decisivo em 2026. O TechTudo reúne orientações práticas para quem nunca criou o documento e precisa se candidatar a vagas de estágio, jovem aprendiz ou primeiro emprego — Foto: Reprodução/Freepik 5. Como usar IA para fazer currículo (e os cuidados)
Ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT e geradores automáticos de currículo, passaram a fazer parte da rotina de quem busca emprego em 2026. Esses recursos ajudam principalmente na organização do texto, na clareza das informações e na sugestão de habilidades compatíveis com determinada vaga, facilitando a vida de quem nunca montou um currículo.
A IA também pode ser útil para revisar a linguagem, corrigir erros gramaticais e tornar o texto mais objetivo. Em processos seletivos automatizados, isso faz diferença, já que currículos confusos, mal escritos ou mal estruturados tendem a ser descartados rapidamente por sistemas de triagem.
O cuidado está no uso indiscriminado. Inventar experiências, exagerar habilidades ou aceitar textos genéricos compromete a credibilidade do candidato. "A IA deve ser uma ferramenta de apoio, nunca um substituto do pensamento crítico e da revisão humana, orienta Caroline Muelas."
6. Erros mais comuns de iniciantes (e como evitar)
Entre iniciantes, alguns erros se repetem e costumam ser eliminatórios logo na primeira etapa do processo seletivo. Um dos mais comuns é o currículo longo demais, com excesso de informações que não têm relação direta com a vaga pretendida. Em 2026, objetividade segue sendo regra.
Segundo Caroline, erros de português, informações irrelevantes e fotos inadequadas também prejudicam a avaliação. E-mails pouco profissionais, apelidos ou endereços antigos passam uma imagem negativa e sinalizam falta de cuidado com a própria candidatura.
Outro erro frequente é copiar currículos prontos da internet sem qualquer adaptação. Modelos genéricos ignoram a vaga, a empresa e o perfil do candidato, reduzindo drasticamente as chances de avançar. Ajustar o conteúdo à realidade e ao objetivo profissional é indispensável.
7. Dicas práticas para se destacar em 2026
Em processos seletivos cada vez mais automatizados, pequenos ajustes fazem grande diferença. Usar palavras-chave presentes na descrição da vaga aumenta a compatibilidade do currículo com sistemas de triagem automática e melhora a visibilidade do candidato.
Manter o currículo em uma única página continua sendo uma boa prática, especialmente para quem está no início da carreira. Nomear corretamente o arquivo, com nome e sobrenome, também é um detalhe simples que demonstra profissionalismo e organização.
Outra dica importante é manter o currículo sempre atualizado, incluindo cursos recentes e novas habilidades. Além disso, adaptar o documento para cada vaga mostra atenção e estratégia. Em 2026, clareza e foco valem mais do que volume de informação.
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