Na Bolsa, preferência é por setores menos endividados e mais ligados ao consumo doméstico. Embora a queda da Selic esteja na conta do mercado, a taxa básica de juros real (descontada a inflação) deve chegar ao final do ano por volta de 8%, ainda o nível o mais elevado em mais de duas décadas. Por isso, analistas sugerem ações de empresas pouco alavancadas, ou seja, cujas dívidas em relação à receita estejam em patamares inferiores às de concorrentes e à média histórica do setor.
Nossa análise quantitativa indica que o país hoje está melhor no quadrante macroeconômico para ações, com inflação mais baixa e juros em queda. Esse ambiente favorece especialmente setores sensíveis a juros, como infraestrutura, imobiliário, varejo e utilidade pública, além de bancos que podem capturar melhora via aceleração do crédito e redução da inadimplência. Fernando Ferreira, estrategista chefe da XP
Estamos preferindo nomes mais voltados para o mercado doméstico, principalmente empresas de construção, varejo e transportes, com mais upside (espaço para valorização) em 2026. Fernando Siqueira, chefe de pesquisa da Eleven
Algumas empresas endividadas podem ter alívio com queda de juros. As companhias mais alavancadas podem eventualmente voltar ao radar dos investidores com a queda da Selic, mas numa segunda etapa de ciclo da Bolsa, apontam analistas.
Empresas mais endividadas tendem a se beneficiar, diante de um menor serviço da dívida com despesas financeiras. Além disso, a redução da atratividade da renda fixa tende a beneficiar o fluxo de capital para empresas negociadas na Bolsa. João Daronco, chefe de ações da Suno Research
Cautela com Bolsa por causa da volatilidade. Embora a expectativa de que a queda dos juros estimule um maior o fluxo de capital para ações, analistas destacam que 2026 será um ano sujeito a oscilações. Como o Ibovespa está subindo perto de 30% em 2025, isso aumenta o risco de movimentos de realização de lucros, quando aplicadores vendem parte da carteira para embolsar lucros antes de partirem para uma nova rodada de investimentos. Por isso, estratégias de curto prazo serão ainda mais arriscadas.

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2 semanas atrás
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