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Como militar dos EUA envolvido na captura de Maduro tentou esconder R$ 2 milhões que lucrou em aposta

Ao todo, o militar teria feito 13 apostas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, somando cerca de US$ 33 mil. O volume de operações pode indicar uma tentativa de pulverizar os valores investidos para evitar levantar suspeitas.

Após a captura de Maduro e receber os lucros, o militar teria transferido a maior parte do dinheiro para uma carteira de criptomoedas no exterior e, em seguida, para uma conta recém-criada em uma corretora online.

A estratégia pode ter sido uma tentativa de dificultar o rastreamento dos valores, já que transações em criptomoedas são registradas por meio de endereços digitais — e não diretamente vinculadas a nomes —, o que confere um grau de pseudonimato.

Gannon Ken Van Dyke, sargento dos EUA que lucrou R$ 2 milhões em aposta sobre a captura de Maduro — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Além disso, ao movimentar os recursos entre diferentes carteiras e plataformas, é possível fragmentar o caminho do dinheiro, tornando mais complexa a identificação da origem dos recursos por autoridades.

Segundo a investigação, Van Dyke ainda tentou ocultar sua identidade. Em 6 de janeiro de 2026, pediu a exclusão da conta na plataforma, alegando falsamente ter perdido acesso ao e-mail. No mesmo dia, alterou o endereço eletrônico vinculado à conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava em seu nome.

Apesar do esforço, o sargento norte-americano foi descoberto.

Toda a movimentação atípica gerou suspeitas imediatas no mercado de previsões, resultando em uma investigação de meses que culminou na detenção do comando por uso de dados sigilosos para ganhos financeiros.

“Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal”, disse o procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche, na nota divulgada.

O sargento agora responde por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, com pena máxima de até 10 anos cada, além de fraude eletrônica (até 20 anos) e transação monetária ilegal (até 10 anos).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulga foto de Nicolás Maduro após captura do líder venezuelano no dia 4 de janeiro de 2026 — Foto: Reprodução

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