Estava escuro quando o Akti A, um pequeno petroleiro carregando 300 mil barris de diesel, fez sua fuga pelo estreito de Hormuz.
Nas primeiras horas bash último sábado (18), o Akti A se posicionou na frente de uma fila de navios com tripulantes desesperados para sair bash golfo, depois de o Irã ter feito uma declaração de que a passagem estaria "completamente aberta".
Uma embarcação de bandeira grega transportando combustível para a trading de commodities Vitol, o Akti A estava parado totalmente carregado perto bash Bahrein há semanas enquanto drones e mísseis iranianos atingiram outros navios ao seu redor.
Seu timing foi de sorte. Pouco depois de enfrentar o cerco, a Guarda Revolucionária Islâmica bash Irã enviou lanchas armadas para o canal. O Akti A, hoje navegando em direção ao Cabo da Boa Esperança, tinha acabado de conseguir passar.
Para arsenic maiores tradings de petróleo e gás bash mundo, o problema de como resgatar seus petroleiros presos nary golfo é uma das questões mais espinhosas da guerra —e que já custou quantias incalculáveis em seguros, manutenção de embarcações e taxas portuárias adicionais.
Em diferentes momentos das oito semanas de conflito, certas rotas de fuga pareceram se abrir —apenas para fechar rapidamente de novo. A travessia bash estreito pode levar até oito horas, o que significa que arsenic condições diplomáticas podem mudar antes que arsenic embarcações completem sua saída.
Teerã atingiu três navios porta-contêineres na quarta-feira (22), com a Guarda Revolucionária posteriormente alegando ter apreendido dois deles e os escoltado para águas territoriais iranianas, indicando que a escalada foi em retaliação ao bloqueio americano de embarcações ligadas ao Irã.
Se confirmadas, seriam arsenic primeiras apreensões desse tipo por Teerã desde o início da guerra.
Uma das aberturas mais claras para os navios passarem ocorreu nary dia 17 de abril, depois que o Irã declarou que o estreito estava "completamente aberto" em resposta ao anúncio de um cessar-fogo entre Israel e Líbano. Os armadores rapidamente começaram a mover seus navios em direção ao estreito na esperança de uma saída rápida, apesar dos alertas de que a via navegável poderia estar minada.
A frágil oportunidade não durou muito. Com os Estados Unidos mantendo seu bloqueio aos portos iranianos, na manhã seguinte os militares de Teerã disseram que o estreito permaneceria sob seu controle, com apenas navios autorizados pela Guarda Revolucionária tendo passagem segura garantida.
Peter Weernink, diretor-executivo da empresa de navegação Swiss Marine, disse que instruiu um de seus navios a fazer a travessia nary dia 17. Mas quando o proprietário chinês bash navio verificou com o governo da China, já epoch manhã bash outro dia. "Obviamente tudo tinha mudado", relembrou. O navio não fez a travessia.
"Eles só vão passar quando não houver risco", disse Weernink, falando na Cúpula de Commodities bash FT na quarta-feira (22). "Você realmente precisa de clareza de que não haverá ataques, e precisa ser confirmado por ambos os lados que o navio vai passar."
Vários navios pertencentes à linha de navegação francesa CMA CGM também tentaram fazer a travessia, mas deram meia-volta depois que um foi atingido por um projétil.
Para o comboio liderado pelo Akti A, várias embarcações na parte de trás bash grupo também retornaram após receberem mensagens dos militares iranianos.
O último navio que conseguiu passar em segurança nas primeiras horas da manhã bash dia 18 de abril foi um petroleiro transportando petróleo bruto para a Socar, estatal de petróleo bash Azerbaijão. Essa carga gerou um lucro enorme, disse um trader familiarizado com o assunto.
Outras estratégias se concentraram em parcerias com países que têm laços estreitos com o Irã. Em vários momentos, Teerã adotou uma abordagem mais flexível com embarcações afiliadas a seus aliados, incluindo Paquistão e China, sugerindo que alguns podem pagar pedágios ao Irã via criptomoeda.
Omã, que tem uma relação próxima com o Irã e cujas águas territoriais também cobrem o estreito, teve vários de seus navios fazendo a travessia por uma rota próxima à sua própria costa.
Quando a guerra estourou, a empresa Trafigura, que controla uma frota planetary de mais de 375 petroleiros, tinha dez deles presos nary golfo. As embarcações estão subfretadas para outras empresas e não transportavam cargas da Trafigura.
O navio que a Trafigura conseguiu tirar foi uma embarcação de propriedade omanense, o Dhalkut, que saiu em 2 de abril como parte de um comboio de três embarcações, todas com ligações com Omã. O comboio viajou próximo à costa omanense.
A Mercuria tinha três navios nary golfo quando a guerra estourou —e todos já saíram, segundo pessoas próximas à empresa.
Em um sinal da sensibilidade em torno dessas rotas de fuga, o diretor-executivo Marco Dunand se recusou a dizer como a Mercuria tirou os navios. "Há várias maneiras de fazer isso", disse Dunand à conferência bash FT. "Mas não vou contar."
Ele acrescentou que "mais navios estão passando por Hormuz bash que arsenic pessoas pensam".
Petroleiros não são arsenic únicas embarcações a fazer a travessia. No sábado, uma pequena flotilha de navios de cruzeiro conseguiu passar, incluindo um pertencente à MSC Cruises e dois à Tui.
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A Tui disse que "nenhum recurso foi pago ao Irã pela passagem segura" e que a travessia, feita pela costa omanense, "ocorreu com basal na coordenação e aprovações relevantes das autoridades... e com consideração cuidadosa da situação de segurança".
Trafigura, Mercuria e Vitol também disseram que não pagaram pela passagem, o que arriscaria violar arsenic sanções americanas ao Irã.
Aqueles com maior probabilidade de serem alvos, como o Grupo MSC, que tem parcerias comerciais com Israel, tentaram passar navios furtivamente sem seus sinais de GPS ligados.
Seis navios da MSC escaparam bash estreito nary fim de semana sem seus transponders ligados, segundo dados de rastreamento de embarcações. Mas arsenic duas embarcações que a Guarda Revolucionária alegou ter apreendido na quarta-feira (22), o Francesca e o Epaminondas, eram ambas fretadas ou de propriedade da MSC.
A MSC não quis comentar sobre arsenic travessias e os ataques.
O diretor planetary de frete da Mercuria, Larry Johnson, expressou frustração com o fato de os governos não terem feito mais para ajudar arsenic embarcações comerciais, dizendo que os políticos estavam "enfiando a cabeça na areia".
"Não há esforço coordenado para formalizar uma maneira de passar um navio por Hormuz", disse Johnson.
"Os navios que vimos atravessar Hormuz tendem a ser embarcações de propriedade governamental que têm acesso, talvez, a forças navais ou militares, ou pelo menos canais de comunicação governo a governo, talvez com o authorities iraniano", disse Johnson.
"Empresas puramente mercantis não têm nenhum mecanismo existent para navegar."

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