Conflito deixaria instável o preço do petróleo. Hoje, o petróleo é precificado pela denominação "brent", uma mistura de petróleo bruto extraído de quatro grandes campos no Mar do Norte, no Noroeste da Europa. brent é usado para precificar cerca de dois terços do petróleo bruto negociado internacionalmente, explica Fernanda Conterno, sócia de consultoria tributária no Rayes & Fagundes.
Apesar de o Brasil ser um grande produtor de petróleo, ele não é autossuficiente e exporta muito, pois as suas refinarias têm um parque mais antigo e não processa os petróleos mais pesados, como os retirados das bacias do pré-sal. O petróleo é precificado em dólar, mas seu valor não depende apenas da cotação da moeda, ou seja, não basta o dólar estar baixo para que o preço do petróleo seja favorável. Se o brent estiver elevado, o petróleo continuará caro, mesmo com o dólar mais baixo. Fernanda Conterno, sócia de consultoria tributária no Rayes & Fagundes
Guerra pode causar impacto nas rotas marítimas de petróleo e impactar no preço do frete internacional. O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima crucial entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, que conecta o Mar Arábico. Ele é responsável por cerca de 20% a 30% do petróleo global que passa por ele, tornando-se um ponto estratégico para o transporte de petróleo e gás natural, explica Conterno. Por ali passam por dia cerca de 20 milhões de barris de petróleo.
O Oriente Médio é estratégico para a oferta mundial de petróleo, e qualquer ameaça às rotas de escoamento eleva o preço do barril e amplia a volatilidade nos mercados. Fernando Benavenutto, especialista em investimentos e sócio da Anvex Capital
Mesmo sem bloqueio do Estreito de Ormuz, o simples aumento do risco eleva seguro e frete, criando um "piso" de custo para energia e transporte global. João Alfredo Nyegray, professor de negócios internacionais e geopolítica na PUCPR
Tendência de aumento da inflação brasileira. Hoje, parte relevante da inflação brasileira é sensível ao câmbio (combustíveis, insumos industriais, fertilizantes, químicos e bens importados), observa João Alfredo Nyegray, professor de negócios internacionais e geopolítica na PUCPR. "Como sabemos, dólar mais alto encarece custos de produção e pressiona preços ao consumidor, comprimindo margens e piorando expectativas. (...) O Banco Central já documentou que variações do petróleo afetam o IPCA principalmente via gasolina e seus encadeamentos (fretes, custos de produção e serviços), e que combustíveis tiveram peso relevante em episódios inflacionários recentes)", explica o professor.

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