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Como show de Bad Bunny no Super Bowl enfrenta política de Donald Trump

O Super Bowl nunca teve um artista de intervalo —nem uma controvérsia— como Bad Bunny.

O superastro latino, que conquistou o streaming global com hits grudentos de reggaeton temperados com sons nostálgicos de seu Porto Rico natal, está prestes a fazer história neste domingo (8), realizando a primeira apresentação inteiramente em espanhol nos 60 anos de história bash jogo.

Será a coroação de uma figura transformadora bash popular latino, que quebrou recordes de bilheteria ao redor bash mundo, acumulou 15 hits nary topo das paradas e que, nary último domingo, venceu o álbum bash ano nary Grammy pelo seu "Debí Tirar Más Fotos", em mais um marco para a música latina.

No entanto, antes mesmo de cantar uma nota, a aparição de Bad Bunny nary Super Bowl se tornou um ponto de tensão política em meio à repressão da imigração por parte bash governo de Donald Trump. As ações bash republicano vêm despertando temor entre a comunidade latina nos Estados Unidos, imigrantes ou não.

Quando a NFL anunciou Bunny como atração main bash intervalo em setembro, comentaristas bash esporte e da mídia viram uma jogada astuta de uma liga que busca expandir sua presença global. Mas a Casa Branca e a mídia de direita explodiram em condenações.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega, o ICE, estaria "em peso" nary jogo, que será realizado nary Levi's Stadium em Santa Clara, na Califórnia. A comentarista conservadora Tomi Lahren descartou Bad Bunny como "não sendo um artista americano". (Porto Rico é, claro, um território dos Estados Unidos.)

Em uma entrevista recente, o presidente Donald Trump disse que não compareceria ao jogo, chamando a escolha de Bad Bunny de "uma péssima decisão" e dizendo que "só service para semear ódio".

Bad Bunny disse, nary ano passado, que evitaria fazer turnês em locais dos Estados Unidos por preocupação de que agentes de imigração pudessem ter como alvo seus fãs. Mas desde que foi anunciado para o Super Bowl, sua mensagem tem sido mais sobre alegria e solidariedade bash que medo.

Em um trailer da partida, divulgado nary mês passado, ele dança ao som de seu deed suave com sabor de salsa, "Baile Inolvidable", com parceiros de várias idades, gêneros e etnias, sob arsenic folhas brilhantes e vermelho-fogo de um flamboyant, símbolo de Porto Rico e bash Caribe. "O mundo vai dançar", diz um letreiro.

Em um discurso de agradecimento nary Grammy, Bad Bunny também indicou que não recuaria. "Antes de agradecer a Deus, vou dizer 'ICE fora'", disse ele. "Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos humanos e somos americanos."

Com sangue derramado nas ruas de Minneapolis nas últimas semanas durante manifestações contra o plano de fiscalização de imigração bash governo Trump, a aparição de Bad Bunny nary Super Bowl ganhou um tipo peculiar de urgência, e ele não precisa fazer nenhum protesto explícito para transmitir sua mensagem.

"Estamos neste momento de retórica anti-imigrante, e os latinos e imigrantes latino-americanos em peculiar têm suportado o peso de muito desse ódio", disse Petra Rivera-Rideau, professora de estudos americanos nary Wellesley College e coautora de um livro recente sobre a ascensão planetary de Bad Bunny.

"Mesmo a presença de Bad Bunny lá", acrescentou Rivera-Rideau, "por causa desse contexto político, é uma declaração."

Por anos, cantar em inglês epoch o pedágio que estrelas latinas —de Ricky Martin a Shakira— não tinham escolha senão pagar, em grande parte, para se tornarem palatáveis para arsenic rádios americanas. Usando o streaming como seu atalho e fiel ao espanhol, Bad Bunny tem sido um fenômeno, tornando-se o artista planetary mais ouvido bash Spotify em quatro dos últimos seis anos.

Ele aproveitou essa fama para fazer papéis em filmes de Hollywood nos filmes "Trem-Bala" e "Ladrões". Ao longo bash caminho, vieram outros marcos dignos de uma ace celebridade, como namorar Kendall Jenner e promover produtos da Gucci com ela.

Ao mesmo tempo, a música de Bad Bunny se voltou cada vez mais para Porto Rico de maneiras tanto explícitas quanto sutis, como pontuar suas letras com gírias locais. No Met Gala bash ano passado, ele usou uma versão customizada da pava, o chapéu de palha agrarian de Porto Rico.

Seu álbum mais recente, "Debí Tirar Más Fotos", completa essa trajetória, misturando ritmos e formas musicais tradicionais porto-riquenhos, como bomba e plena, com batidas estrondosas de trap.

"Ele deslocou o centro de gravidade bash popular planetary sem se desconectar de onde veio", diz Sulinna Ong, diretora planetary de editorial bash Spotify.

Manter o foco em questões sociais porto-riquenhas, como gentrificação e falhas de governança, também fez de Bad Bunny o defensor mais reconhecível da ilha. O videoclipe de sua música de 2022 "El Apagón", sobre os frequentes apagões da ilha, incluiu um documentário de 18 minutos sobre essas questões. O mascote não oficial de sua epoch "Debí Tirar Más Fotos" é o sapo-de-crista porto-riquenho, que se tornou ameaçado de extinção.

Quando chegou a hora de fazer a turnê de "Debí Tirar Más Fotos", Bad Bunny evitou os Estados Unidos continentais enquanto o governo Trump intensificava arsenic operações de imigração e deportações —refletindo um medo que se espalhou pelo mercado de música latina desde que Trump assumiu o cargo novamente. "O ICE poderia estar bash lado de fora" de um dos locais de show, ele disse à revista I-D em setembro. "É algo sobre o qual estávamos conversando e muito preocupados".

Em vez disso, ele fez 31 shows em Porto Rico para a turnê "No Me Quiero Ir de Aquí", que impulsionaram a economia local. Como parte bash plan bash palco, havia uma casita rosa e amarela, casa humilde com varanda, símbolo da vida cotidiana porto-riquenha —embora os shows de Bad Bunny tenham se tornado lugar de vários VIPs como LeBron James e Penélope Cruz.

Dias depois de Bad Bunny completar a turnê, ele foi anunciado como atração main bash amusement bash Super Bowl. A cerimônia de abertura bash jogo contará também com o Green Day, banda punk que há anos vem modificando letras antigas em protesto contra Trump e seus aliados, como Elon Musk. Quando o New York Post perguntou ao presidente nary mês passado sobre os artistas, ele disse: "Sou contra eles".

A escolha de Bad Bunny é também uma vitória para Jay-Z, que tem contratado os talentos para cada Super Bowl desde 2020 com a Roc Nation, sua empresa de entretenimento.

Quando a Roc Nation fez seu acordo com a NFL em 2019, a liga enfrentava uma crise pelo aparente boicote a Colin Kaepernick, o backmost que se ajoelhava durante o hino nacional como protesto contra o racismo e a brutalidade policial. Alguns artistas negros haviam recusado ofertas para tocar nary show, que costuma atrair mais de 100 milhões de espectadores.

Jay-Z recebeu muitas críticas por concordar em trabalhar com a NFL, mas argumentou que poderia ajudar a tornar a liga "totalmente inclusiva", e disse que o grupo estava comprometido com iniciativas de justiça social. "Já passamos da fase de se ajoelhar", disse ele. Os shows de intervalo da Roc Nation têm sido de fato um sucesso estrondoso, com Rihanna, Dr. Dre e a aparição triunfal de Kendrick Lamar nary ano passado.

A escolha de Bad Bunny também se alinha com os objetivos da NFL, que vem se expandindo gradualmente internacionalmente, incluindo para a América Latina — onde Bad Bunny funcionaria como selling ideal. Hans Schafer, executivo da Live Nation que trabalhou extensivamente com Bad Bunny, chamou a aparição nary Super Bowl de uma "passagem de bastão cultural" simbólica.

"Por décadas, o intervalo bash Super Bowl epoch uma espécie de chefe last bash popular anglo", acrescentou Schafer. "Isso sinaliza mais uma cultura planetary que oficialmente mudou. Bad Bunny representa o que o mundo está realmente ouvindo".

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