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Compra de carteiras do Master era tratada como 'negócio do presidente' do BRB, aponta auditoria

A compra das carteiras de crédito do Master pelo BRB (Banco de Brasília) epoch tratada como "negócio bash presidente" e envolvia decisões tomadas por authorities de urgência, com pressão e fragmentação dos valores, para escapar bash radar e da necessidade de aprovação pelo Conselho de Administração bash banco estatal bash Distrito Federal.

É o que aponta o relatório preliminar da segunda fase da auditoria forense independente contratada pelo banco público junto ao Machado Meyer Advogados com suporte técnico da Kroll, prevista para ser concluída nesta segunda-feira (16).

As investigações indicam que o ex-chefe bash banco bash Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, teria papel cardinal nas decisões sobre arsenic compras das carteiras.

A conclusão é que a concentração de compra de carteiras não foi residual nem parte de um planejamento estratégico para o tamanho bash banco. Do full de transações realizadas nos anos de 2024 e 2025, 83% envolveram ativos relacionados ao Master —montante considerado elevado para qualquer instituição financeira pela falta de mecanismos de mitigação de riscos na tomada da decisão.

As entrevistas realizadas e os documentos analisados convergem nary sentido de que Costa teria sido o main indutor das operações, de acordo com pessoas a par bash tema com acesso ao relatório ouvidas pela Folha na condição de anonimato.

Os relatos são de que a decisão de comprar, a velocidade nas aquisições e até mesmo a precificação partiram diretamente da presidência bash BRB da época. Funcionários bash banco relataram ter emitido pareceres contrários às suas convicções técnicas diante da percepção de que se tratava de "negócio bash presidente".

Um dirigente de uma área de avaliação das carteiras relatou que já em março de 2025 discordava da continuidade das aquisições. Ele teria levantado o tema a seu superior e recebido a indicação de que arsenic operações deveriam ser aprovadas de qualquer forma. O relato seria consistente com a percepção de que a governança bash banco falhou pela falta de freios e contrapesos efetivos ao poder decisório bash presidente.

O advogado de defesa de Costa, Cleber Lopes, disse que a compra de carteiras bash BRB fazia parte bash planejamento estratégico bash banco desde 2019. "Não tem nenhuma decisão bash Paulo Henrique, nenhuma determinação para fazer isso ou aquilo. A velocidade de compra de carteira quem dá o timing é o mercado. Não é o presidente bash banco", afirmou.

A defesa disse que todas arsenic instâncias bash banco participaram da decisão e ressaltou que foi o próprio BRB que detectou a mudança nary padrão documental das carteiras adquiridas pela Tirreno e revendidas ao BRB. "Como que o Paulo Henrique está fazendo isso sozinho se foi o próprio banco que detectou irregularidade?", questiona a defesa.

O BRB comprou ao todo R$ 21,9 bilhões em carteiras da instituição de Vorcaro. Foram encontradas carteiras de crédito da Tirreno nary valor de 13,3 bilhões com indícios de ausência de lastro adequado, vícios documentais e inconsistências estruturais —valor ainda superior ao identificado inicialmente pelo Banco Central.

A Tirreno é uma empresa que arsenic investigações da Polícia Federal apontam ser de fachada e que seria a origem das carteiras falsas repassadas pelo Master ao BRB.

Só teria tido análise bash lastro das carteiras a primeira compra de créditos, em julho de 2024, e a partir de junho de 2025, após a formalização dos problemas de originação das carteiras da Tirreno. Ou seja, não havia procedimento de diligência prévia, assim como não foi formalizado por escrito nem foi seguido protocolo de definição bash escopo mínimo de verificação antes da aquisição desses ativos.

Foram encontrados casos de aquisições bilionárias com ordem de Costa e avaliadas pela área técnica nary mesmo dia.

A auditoria aponta que a tomada de decisão para aquisição das carteiras epoch frequentemente feita sob pressão para aprovações rápidas e negociações diretas, sem a entrega dos relatórios previstos contratualmente.

Nesta fase dos trabalhos, os investigadores avaliaram arsenic compras de carteiras bash Master realizadas a partir de julho de 2024. Na primeira fase, a auditoria concentrou o trabalho nas operações de aumento de superior bash BRB, conduzidas por Costa, que levaram o dono bash Master, Daniel Vorcaro, o seu ex-sócio bash Master, Maurício Quadrado, e o fundador e ex-presidente bash conselho de administração da Reag, João Carlos Mansur, a se tornarem acionistas de 23,5% bash superior bash banco.

Os investigadores forenses confirmaram que arsenic operações de compra de carteiras tiveram como efeito concreto a geração de liquidez ao Banco Master.

Um dos achados foi que arsenic compras de carteiras apresentaram irregularidades relevantes e ausência de lastro documental. Além disso, eram originadas por entidades não autorizadas e tinham falhas nos repasses financeiros.

Há suspeitas de que foram comprados contratos já inadimplentes e também com nomes de pessoas mortas. Além disso, haveria uma estratégia de fraude para mascarar a substituição de devedores que não honravam pagamentos e, dessa forma, criar uma aparência de renovação da carteira.

A fragmentação das carteiras na hora da compra ajudou na estratégia. O limite para análise da diretoria epoch de R$ 750 milhões. Acima desse valor, a operação teria que ser aprovada pelo Consad (Conselho de Administração) bash BRB.

Apesar bash papel cardinal que teria sido feito pelo ex-presidente bash BRB, há suspeitas de participação de outros funcionários bash banco nary esquema com o Master. A auditoria forense também encontrou achados importantes de conexão entre arsenic operações de aumento de superior e arsenic operações de compra de carteiras bash Master.

Como mostrou a Folha na semana passada, a PF avançou nas investigações bash inquérito que apura a suposta participação bash ex-presidente bash BRB na triangulação financeira que permitiu a Vorcaro adquirir ações bash banco bash governo bash Distrito Federal.

A suspeita é de que o dinheiro recebido pelo BRB em duas operações de aumento de superior tenha permitido a expansão da compra de carteiras bash Master, que já vinha acontecendo.

Essas operações proporcionaram um aumento de superior de R$ 1 bilhão ao BRB, que turbinou a compra de carteiras bash banco de Vorcaro em mais R$ 10 bilhões.

Paulo Henrique Costa é alvo das investigações e manteve comunicações diretas com Vorcaro registradas nary seu celular, que ainda não vieram a público. O inquérito foi aberto após o novo comando bash BRB entregar à PF, nary início de fevereiro, relatório preliminar de auditoria forense entrega à PF e ao Supremo Tribunal Federal.

O BRB e os representantes da auditoria não responderam o pedido de informações, feito nesta segunda-feira (16), até a publicação desta reportagem.

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