A expectativa é que o conflito provoque alta nos preços do petróleo quando o mercado reabrir, na noite de domingo para segunda-feira (2). Se a crise continuar, os efeitos podem alcançar a economia mundial.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país mobiliza “toda a força de seu Exército” na ação conjunta com os Estados Unidos para garantir “existência e futuro” de Israel.
Segundo ele, as forças israelenses estão atacando “o coração de Teerã com intensidade crescente”, e as ofensivas devem se ampliar nos próximos dias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitou conversar com os novos líderes iranianos. No mesmo dia, ataques de Teerã mataram ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses.
A escalada ocorre após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras figuras centrais do governo iraniano. Mesmo assim, Estados Unidos e Israel indicam que não pretendem reduzir a pressão militar, enquanto o Irã responde em diferentes pontos do Oriente Médio.
A tensão também afeta o mercado de energia. Segundo Amena Bakr, especialista da Kpler, o preço do barril pode subir para entre US$ 85 e US$ 90 já nesta segunda-feira. Na sexta-feira, estava em US$ 72; no início do ano, em US$ 61.
O agravamento do conflito coloca em risco o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Embora a passagem não esteja oficialmente fechada, o custo dos seguros subiu e grandes empresas de navegação suspenderam viagens pela rota.
De acordo com a Rystad Energy, mesmo com caminhos alternativos, a redução no fornecimento pode variar entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia, diminuindo a oferta disponível no mercado internacional.
Em entrevista à "Fox News", Trump minimizou o impacto da alta dos combustíveis e disse não estar preocupado. Ele afirmou que, sem os ataques, o Irã teria uma arma nuclear “em menos de duas semanas”.
Analistas avaliam, porém, que o aumento do petróleo pode trazer desgaste político ao presidente, que prometeu combustíveis mais baratos antes das eleições legislativas. Michelle Brouhard, também da Kpler, afirma que o Irã pode tentar manter os preços elevados para pressionar Washington.
O preço do gás natural também tende a subir, já que o Catar, um dos principais exportadores, pode ser afetado pela crise. A última vez que o petróleo superou US$ 100 foi no início da guerra na Ucrânia, quando o gás também aumentou e contribuiu para a alta da inflação global.
Para Eric Dor, professor da IESEG School of Management, um período prolongado de preços elevados pode gerar “efeito recessivo”, com impacto sobre combustíveis, energia, transporte marítimo e companhias aéreas.
Empresas do setor de defesa podem se beneficiar nas bolsas, enquanto áreas como transporte, turismo e logística tendem a registrar perdas.
Restos de escombros após um ataque conjunto israelense-americano em Teerã, Irã, sábado, 28 de fevereiro de 2026 — Foto: Amir Kholousi/AP

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