"French Response" (resposta francesa, em português), uma conta no X em inglês, é o mais recente recurso com o qual a França busca se defender de uma maré cada vez maior de desinformação online.

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Com ironia e piadas, desde setembro ela vem combatendo informações que considera falsas provenientes de contas russas e americanas, mas também da Casa Branca de Donald Trump.
O porta-voz da diplomacia francesa, Pascal Confavreux, disse que a informação havia se tornado "um novo campo de batalha".
A conta, alimentada por um grupo de diplomatas, ex-jornalistas e verificadores de fatos, esteve ativa nesta semana enquanto líderes mundiais se reuniam no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
O presidente francês, Emmanuel Macron, confrontou Trump na terça-feira usando chamativos óculos de aviador — que, segundo sua equipe, se deviam a uma hemorragia ocular — e disse que seu país não gostava "de valentões".
No dia seguinte, os jornais estavam cheios de imagens do líder francês com seus óculos, e comentaristas compararam Macron a Maverick, personagem protagonista da franquia de filmes "Top Gun" e interpretado pelo ator Tom Cruise.
A conta "French Response" comemorou as manchetes: "Quando o mundo faz a sua resposta francesa por você", escreveu, logo depois de Trump zombar dos óculos de Macron (veja abaixo).
Essa estratégia de resposta também é adotada no nível das embaixadas da França ao redor do mundo.
Na quarta-feira, a representação diplomática na África do Sul "desmontou" ao vivo as falsas acusações formuladas pela embaixada russa, que acusa a França de possuir ilegalmente seu território de Mayotte, no oceano Índico.
Ruslan Trad, especialista em segurança global no laboratório de análise digital do Atlantic Council (DFRLab), alerta, no entanto, que há uma linha tênue entre enfrentar os "trolls", termo usado na internet para alguém que provoca, insulta ou espalha desinformação de forma intencional para irritar outros usuários, e ser percebido como um deles.
O especialista considera que "igualar o tom dos adversários corre o risco de criar uma equivalência, na mente do público, entre instituições democráticas e atores da desinformação".
Trump recuou nesta semana de suas ameaças de se apoderar à força do território autônomo dinamarquês da Groenlândia e aceitou iniciar conversas.
Mas, no início de janeiro, a conta "French Response" sentiu-se obrigada a responder depois que um usuário americano afirmou que seu presidente se apoderaria facilmente da França após "conquistar a Groenlândia e o Canadá".
"Última hora: a Estátua da Liberdade, supostamente vista nadando de volta através do Atlântico. Disse que 'preferia os termos e condições originais'", brincou, em referência à estátua que a França presenteou aos Estados Unidos no fim do século XIX (veja abaixo).

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2 horas atrás
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