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Contratos movimentam 'apostas' do mercado na Selic do Banco Central

Bolsa brasileira tem contrato focado em Selic. Um dos contratos negociados na B3 é o contrato de opção de Copom. Com ele, o investidor pode fazer apostas sobre a variação da taxa básica de juros, a Selic, decidida nas reuniões do Copom. Ou seja, o aplicador pode ganhar ou perder dinheiro, dependendo da decisão que for tomada pelo comitê.

Trata-se de um produto padronizado e negociado no ambiente da Bolsa de valores, transparente quanto às expectativas de cada reunião, que permite a negociação independente para cada decisão do Copom e amplia o leque de estratégias disponíveis à proteção das carteiras de investimentos. Felipe Gonçalvex, superintendente de juros e moedas da B3

Contrato de opção de Copom funciona como um 'bolão' com prêmio de até R$ 100. Quanto mais pessoas tiverem apostado na decisão vencedora, menor será o valor recebido por cada uma, ou seja, quanto maior a probabilidade que o mercado atribui para um cenário, maior o preço da opção para esse cenário.

Posições precisam ser feitas antes das reuniões do Banco Central. O investidor vai comprar um contrato que pode variar em uma escala de 0 a 100 pontos, dependendo da probabilidade de ocorrer determinada decisão do Copom. Cada contrato vale R$ 1. O valor para comprar essa opção, também chamado de prêmio, depende das condições de oferta e da demanda do mercado, variando de R$ 1 a R$ 100.

Contratos apontam 83% de chance de Selic ser mantida. Conforme cotações de fechamento da última sexta-feira, as opções de Copom estão embutindo uma probabilidade de 83% de manutenção da taxa nessa reunião. Se a pessoa colocar R$ 100 nesse contrato, ela vai pagar R$ 83. Acertando a posição, ela recebe R$ 100, ou seja, R$ 17 de ganho. Já a probabilidade corte da Selic em 0,25 ponto percentual está em 13,5%. Assim, se o preço é menor, de R$ 13,50 e, se a pessoa colocar R$ 100 nessa posição, e acertar, o ganho será de R$ 85,50.

Opção de Copom tem 5,9 milhões de contratos em aberto. O vencimento dessas posições na manhã da quinta-feira seguinte ao anúncio da decisão do Copom. Caso o investidor não acerte a decisão, o contrato não é exercido, e o aplicador não recebe nada.

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