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Copa do Mundo 2026: entenda novo formato e como funcionam novas regras, de 'lei Vini Jr' a VAR turbinado

A maior parte delas, inclusive, já foram aprovadas pela International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas leis do jogo. Algumas delas, inclusive, já foram testadas em partidas recentes, como o amistoso entre Brasil e Panamá, no Maracanã.

Esta reportagem reúniu as principais alterações do mundial de 2022, no Catar, para a Copa do Mundo de 2026.

Copa do mundo de 2026: veja as principais mudanças

Menos tempo para fazer cera

Uma das principais reclamações da Fifa e da IFAB nos últimos anos é a quantidade de tempo perdido durante as partidas. Por isso, a Copa de 2026 terá novas medidas para acelerar o jogo.

Nos laterais e tiros de meta, o árbitro poderá iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos quando entender que um jogador está demorando excessivamente para repor a bola em jogo. Se o prazo acabar:

  • o lateral passa para o time adversário;
  • o tiro de meta vira escanteio para o rival.

A medida não existia na Copa do Catar e foi criada justamente para reduzir atrasos considerados estratégicos.

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Nova "regra Vini Jr." contra o racismo

Outra novidade da Copa de 2026 é uma regra voltada ao combate à discriminação, que está sendo chamada por alguns de "regra Vini Jr.". Jogadores que cobrirem a boca para ocultar ofensas racistas, homofóbicas ou outros comportamentos discriminatórios poderão receber cartão vermelho.

A medida ganhou força após um episódio envolvendo o craque da seleção brasileira e o argentino Gianluca Prestianni, em uma partida entre Real Madrid e Benfica pela Champions League. Após investigação, a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) suspendeu o jogador argentino por seis partidas por conduta discriminatória.

Prestianni coloca a camisa na boca em discussão com Vini Jr. — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP

Substituições terão cronômetro

Outra mudança importante envolve as substituições.

A partir da Copa de 2026, o jogador que estiver saindo terá até dez segundos para deixar o gramado depois que a placa for levantada.Caso ultrapasse esse tempo, a punição será coletiva: o substituto precisará esperar um minuto - e esperar a bola sair - para entrar em campo na próxima paralisação, deixando a equipe temporariamente com um jogador a menos.

Na Copa de 2022 não havia um limite específico para a saída dos atletas.

Atendimento médico passa a gerar punição temporária

Outra medida voltada ao combate à perda de tempo envolve o atendimento médico.

Agora, jogadores que receberem atendimento dentro de campo precisarão permanecer pelo menos um minuto fora do jogo após o reinício da partida. A regra possui exceções, como casos envolvendo goleiros, choques na cabeça e situações mais graves.

Segundo a IFAB, a intenção é reduzir interrupções provocadas por atletas que simulam ou exageram lesões para esfriar a partida.

Além disso, goleiros lesionados deixarão de permitir as chamadas "paradas técnicas informais", usadas por treinadores para passar orientações durante o atendimento médico.

Se na Copa de 2022 o VAR já teve papel importante, em 2026 ele terá ainda mais influência.

Uma das principais novidades é a possibilidade de revisão de expulsões por segundo cartão amarelo. Até então, o protocolo não permitia esse tipo de intervenção.

Outra mudança permite que o árbitro de vídeo avise rapidamente o juiz de campo quando houver um erro claro na marcação de escanteios ou tiros de meta. Em muitos casos, a correção poderá ser feita sem necessidade de revisão no monitor à beira do gramado.

O protocolo também passa a prever revisões de faltas cometidas antes de cobranças de bola parada que resultem em gol, pênalti ou punições disciplinares.

VAR decidiu lances duvidosos da Copa. — Foto: EPA via BBC

Copa terá mais seleções e uma fase extra de mata-mata

Além das mudanças nas regras, a Copa de 2026 também terá um novo formato. Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções — 16 a mais do que no Catar, em 2022.

As principais mudanças são:

  • 48 seleções, contra 32 na última Copa;
  • 12 grupos de quatro equipes cada;
  • classificação dos dois melhores de cada grupo e dos oito melhores terceiros colocados;
  • criação de uma fase extra de mata-mata antes das oitavas de final;
  • aumento do total de jogos de 64 para 104.

Com a nova estrutura, o campeão precisará disputar oito partidas para levantar a taça. Na Copa do Catar, foram necessárias sete. A mudança faz parte da estratégia da Fifa para ampliar a participação de países e tornar o Mundial mais global.

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