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Copom queima 'gordura' e corta juros, mesmo com guerra afetando a inflação

"O Comitê julgou apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária, na medida em que o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica, criando condições para que ajustes no ritmo e extensão dessa calibração (...)" Trecho do comunicado do Copom de abril de 2026

Ritmo mais lento

Na leitura da maioria dos analistas, as sinalizações do comunicado levam ao entendimento de que haverá novo corte de 0,25 ponto em junho. A perspectiva majoritária ainda é de outras três reduções de 0,25 ponto, seguidas de uma última, de 0,5 ponto, em dezembro. A Selic terminaria 2026 a 13%.

Mas, com a menção explícita — e nova nos seus comunicados — à avaliação da extensão dos cortes, o Copom abriu espaço para apostas numa taxa básica acima de 13% no fim do ano, com pausas no meio do caminho dentro do atual ciclo de cortes da Selic.

No "horizonte relevante" para avaliação da condução da inflação à meta atual de 3%, agora o quarto trimestre de 2027, a inflação projetada pelo Copom subiu de 3,3% em março para 3,5% em abril. Cálculos feitos no mercado financeiro mostram que, para retornar à projeção de 3,3%, a Selic deveria terminar 2026 em 14%. Para ficar neste nível mais alto, seriam, portanto, só mais dois cortes de 0,25 ponto nas cinco restantes reuniões do Copom em 2026.

Qual o tamanho da "gordura"?

Se terminar o ano com Selic a 13%, e considerando inflação de 5% em 2026, a taxa básica de juros real ainda ficaria em 7,5%. Se o nível da taxa básica for de 14%, a taxa real chega a 8,5%. Nos dois casos, ainda muito alta e bastante restritiva, ainda entre as mais altas do mundo.

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