A Costa Rica é uma aliada do presidente americano, Donald Trump, que mantém um cerco energético a Cuba e multiplicou suas ameaças de tomar o controle da ilha.
O presidente Rodrigo Chaves declarou à imprensa que, a partir de agora, a Costa Rica "não reconhece a legitimidade do regime comunista de Cuba, diante dos maus-tratos, da repressão e das condições indignas em que mantêm os habitantes dessa ilha bonita".

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Ao ser questionado se a decisão significa uma ruptura de relações, o presidente respondeu que, "neste momento, a Costa Rica e o regime comunista cubano não mantêm relações diplomáticas". Chaves deu aos diplomatas cubanos um prazo até o fim do mês para deixarem o país.
O presidente ressaltou que, se desejar, Havana poderá manter seus funcionários consulares no país para atender cerca de 10 mil residentes cubanos, enquanto a Costa Rica prestará assistência a seus cidadãos a partir do Panamá. A embaixada costarriquenha já estava sem pessoal diplomático desde 5 de fevereiro.
"Tomamos a decisão de proceder (...) com o fechamento da embaixada da Costa Rica na República de Cuba. Da mesma forma, solicitamos à chancelaria de Cuba a retirada de seu pessoal diplomático da embaixada em San José, exceto os funcionários consulares", disse anteriormente o chanceler costarriquenho, Arnoldo André Tinoco.
Havana considerou a decisão "arbitrária, evidentemente tomada sob pressão e sem levar em conta os interesses nacionais e os desse povo irmão".
"O governo da Costa Rica, que apresenta um histórico de subordinação à política dos Estados Unidos contra Cuba, volta a se somar à ofensiva do governo americano em suas tentativas renovadas de isolar o nosso país das nações da nossa América", expressou a chancelaria cubana.
A Costa Rica segue os passos de outro aliado de Trump, o Equador, que expulsou no último dia 4 o embaixador de Cuba em Quito, acusando-o de interferência em assuntos políticos internos e "atividades violentas".
O chanceler costarriquenho citou uma "profunda preocupação" com o "deterioro contínuo da situação dos direitos humanos na ilha, bem como o aumento de atos de repressão contra cidadãos, ativistas e opositores".
Costa Rica e Equador fazem parte de um grupo de países latino-americanos que recentemente formaram uma aliança com Trump para combater o narcotráfico com uso de força militar.
386 O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula "Escudo das Américas" em Miami. — Foto: EUTERS/Kevin Lamarque
Cuba enfrenta uma forte crise econômica, agravada pela suspensão, em janeiro, do fornecimento de petróleo pela Venezuela após a queda de Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos, além do bloqueio petrolífero de fato imposto por Washington.
Nas últimas semanas, Trump intensificou as ameaças contra Havana e seus dirigentes, ao mesmo tempo em que afirma que a ilha, que está em negociações com Washington, deseja "concluir um acordo" com os Estados Unidos.
Na segunda-feira (16), o magnata republicano declarou que espera ter "a honra de tomar Cuba, de alguma maneira".

Trump diz que pode "ter a honra de tomar Cuba. "Posso fazer o que quiser com ela."
Cuba, sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, confirmou recentemente que está em negociações com seu poderoso vizinho e libertou presos políticos no âmbito de um acordo com o Vaticano, mediador histórico entre os dois países.

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