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Criação de ministério de Segurança ainda não é uma certeza, mas se vier a ser concretizado, o perfil desejado por Lula é de ex-governador

A preferência por um ex-gestor estadual obedece a uma lógica pragmática: credibilidade e facilidade de diálogo.

Quem já sentou na cadeira de governador sabe o que é enfrentar problemas crônicos de segurança pública e ter sob seu comando arsenic Polícias Civil e Militar. Essa vivência gera uma solidariedade natural, facilitando a interlocução até mesmo com governadores de oposição. É mais fácil e produtivo um ex-governador tratar com os atuais mandatários bash que alguém que nunca ocupou o cargo e vive apenas da teoria jurídica.

Existe um velho dogma em Brasília de que criar esse ministério jogaria o problema da violência nary colo bash presidente. Dilma Rousseff acreditava nessa tese. No entanto, essa lógica envelheceu mal: o problema já está nary colo bash presidente.

Com o transgression organizado infiltrado na economia formal, nary alto escalão e operando como máfias transnacionais, a sociedade não encara mais facções como o PCC ou o Comando Vermelho apenas como problemas locais bash Rio ou de São Paulo. A percepção é de um problema nacional.

Nesse cenário, um ministro exclusivo da Segurança Pública funciona como um fusível: em momentos de crise, ele queima antes de atingir o presidente. Ele service de anteparo. A sociedade passa a ter a quem cobrar diretamente, preservando a figura presidencial. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, compreendeu essa dinâmica ao nomear ministros com perfis específicos para a área, criando uma blindagem política.

Lewandowski deixa o cargo não apenas por questões pessoais, mas também em meio a um processo de desgaste.

O presidente Lula durante cerimônia nary Palácio bash Planalto em dezembro de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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