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Criança como 'isca', ameaças e intimações: a disputa entre Trump e Minnesota após manifestante ser morta pelo ICE

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, se apressou em defender a ação do ICE, o que é um movimento constante de Washington: desde o assassinato de Good, tanto Trump quanto outros integrantes da Casa Branca manifestaram apoio ao serviço de imigração e ao autor dos disparos contra a manifestante, o agente Jonathan Ross.

Liam Conejo Ramos, de 5 anos, é detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após chegar em casa da pré-escola, na terça-feira, 20 de janeiro de 2026 — Foto: Ali Daniels via AP

A população de Minneapolis e de todo o estado foi às ruas em protesto à truculência do ICE. Outras manifestações ocorreram em cidades nos EUA.

Veja, abaixo, os momentos mais marcantes do conflito:

No dia 7 de janeiro, um agente do ICE matou a tiros a manifestante Renee Nicole Good, de 37 anos.

Good, uma cidadã americana nascida nos EUA, protestava contra a ação do serviço de imigração na cidade de Minneapolis, ordenada por Trump. Ela estava em seu carro, manobrando-o para desbloquear uma via, quando o agente Jonathan Ross sacou a arma e disparou três tiros contra ela a queima-roupa.

Trump alegou que o agente agiu em legítima defesa.

Um buraco de bala é visível no para-brisa do carro onde estava mulher morta por agentes do ICE, em 7 de janeiro de 2026, em Minneapolis — Foto: AP Photo/Tom Baker

Em discurso, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou duramente Trump e seu governo pela defesa dos agentes do serviço de imigração Visivelmente irritado, ele responsabilizou agentes federais por espalhar o caos na cidade e usou um palavrão ao pedir que o ICE saísse de Minneapolis.

Houve episódios de confronto contra policiais, e dezenas de manifestantes foram presos desde então.

Pessoas protestam contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) após um agente de imigração dos EUA ter atirado e matado uma mulher de 37 anos dentro de seu carro em Minneapolis, Nova York, EUA — Foto: REUTERS/Angelina Katsanis TPX IMAGES OF THE DAY

"Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, eu instituirei a LEI DA INSURREIÇÃO", disse Trump, em um post em uma rede social, no dia 15 de janeiro.

A Lei da Insurreição, de 1807, permite que o presidente utilize militares da ativa para desempenhar funções de segurança pública dentro dos EUA.

  • Investigação contra autoridades de Minneapolis

Por meio do Departamento de Justiça, o governo Trump instaurou uma investigação contra o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito Jacob Frey por suspeita de terem impedido a aplicação das leis federais de imigração por meio de declarações públicas que fizeram sobre a morte de Renee Good.

A investigação, que tanto Walz quanto Frey afirmaram ser uma tática de intimidação para ameaçar a oposição política. Walz foi candidato a vice-presidente na chapa de Kamala Harris e do Partido Democrata nas eleições de 2024, vencidas por Trump.

  • Uso de crianças como 'isca'

Ao longo das últimas semanas, as ações do ICE para apreender imigrantes continuaram em Minneapolis. Moradores seguiram denunciando métodos supostamente ilegais usados pelos agentes.

Identificado como Liam Conejo Ramos, o menino foi abordado com o pai, Adrian Alexander Conejo Arias, na porta de casa, quando voltava da escola. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, segundo o advogado da família.

O caso foi relatado na quinta-feira (22) pela administração escolar do distrito de Columbia Heights, em Minneapolis.

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