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CSI da vida real: as técnicas sofisticadas usadas nos casos Master e Orelha

Caso do banco Master ainda está sob investigação, mas sistemas serão usados para extrair dados de celulares. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, se recusou a ceder a senha para desbloqueio do aparelho apreendido, um iPhone 17 Pro, alegando que quer "restabelecer a verdade" sobre a suspeita de que banco cometeu fraudes em carteiras de investimento.

A PF dispõe de duas soluções avançadas para acessar o aparelho bloqueado. Os peritos podem usar o sistema israelense Cellebrite ou o americano GrayKey, ambos capazes de explorar falhas de segurança para quebrar senhas e extrair mensagens, fotos e vídeos.

Como funciona a tecnologia

O software usado no caso do cão Orelha se chama Mercure e cruza rastros digitais. Desenvolvido pela empresa francesa ChapsVision, o sistema detecta padrões ao analisar histórico de localização, registros de aplicativos e metadados (informações ocultas) de fotos e vídeos.

Interface do sistema Mercure, da Chapsvision; ferramenta foi usada pela Polícia Civil de Santa Catarina
Interface do sistema Mercure, da Chapsvision; ferramenta foi usada pela Polícia Civil de Santa Catarina Imagem: Divulgação

As ferramentas de desbloqueio não quebram a criptografia do WhatsApp, mas contornam a proteção da tela. Ao conseguir destravar o celular, os peritos acessam o histórico de mensagens e arquivos como se fossem o próprio usuário, superando a barreira inicial de segurança do dispositivo.

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