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Cuba fala em 'agressão terrorista e mercenária' após ataque que matou 4 em lancha dos EUA

"Cuba não ataca nem ameaça. Já afirmamos isso repetidamente e reiteramos hoje: Cuba se defenderá com determinação e firmeza contra qualquer agressão terrorista ou mercenária que busque afetar sua soberania e estabilidade nacional", escreveu o presidente cubano.

Saiba mais sobre as mortes em águas cubanas

ARQUIVO: Embarcação das Tropas Guardafronteiras de Cuba — Foto: Governo de Cuba

Militares cubanos mataram quatro pessoas que estavam em uma lancha com matrícula da Flórida, nos Estados Unidos, após um confronto em águas territoriais de Cuba, informou nesta quarta-feira (25) o Ministério do Interior. Duas outras pessoas ficaram feridas e foram detidas.

O governo cubano informou ainda que os 10 ocupantes eram cubanos que residiam nos EUA.

Uma nota oficial divulgada após a detenção das duas pessoas afirma que os sobreviventes alegaram que pretendiam "realizar uma infiltração com fins terroristas".

O ministério afirmou ainda que fuzis de assalto, pistolas, coquetéis Molotov e outros equipamentos de estilo militar foram encontrados na embarcação, e que os 10 atacantes eram todos cubanos residentes nos Estados Unidos.

Segundo o comunicado oficial do governo cubano, a embarcação foi detectada na manhã desta quarta-feira a cerca de 2 quilômetros da costa do município de Corralillo, no norte da ilha.

De acordo com o governo cubano, uma unidade das Tropas Guardafronteiras, com cinco militares a bordo, se aproximou para identificar a lancha. Nesse momento, ainda segundo a versão oficial, os ocupantes da embarcação abriram fogo contra os agentes cubanos.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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O Ministério do Interior afirmou que, como consequência do confronto, quatro “agressores” foram mortos e seis ficaram feridos. Os sobreviventes foram socorridos e receberam atendimento médico. O comandante da embarcação cubana também ficou ferido.

O incidente ocorre em meio ao aumento das tensões entre Cuba e os Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem pressionado a ilha após determinar um embargo ao envio de petróleo ao país. A medida agravou a crise energética no território.

Nesta quarta-feira, Cuba declarou que mantém a disposição de proteger as águas territoriais e afirmou que a defesa nacional é um pilar para garantir a soberania e a estabilidade na região.

As autoridades disseram que o caso segue sob investigação.

Mapa mostra região onde confronto aconteceu em Cuba — Foto: Lara Bernardino/Arte g1

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