Darren Aronofksy lançou os dois primeiros episódios de "On This Day... 1776", seriado feito por inteligência artificial. Os capítulos, com cerca de quatro minutos cada, estão disponíveis nary YouTube da revista Time e retratam a Revolução Americana, que levou à expulsão dos britânicos e à formação dos Estados Unidos.
A série foi produzida em parceria entre o Primordial Soup, estúdio dedicado a curtas de IA que o diretor de filmes como "Mãe!" e "Cisne Negro" inaugurou em maio de 2025, o Google DeepMind, divisão da empresa voltada a tecnologias baseadas em IA, e o veículo americano. O lançamento gerou diversas críticas contra o diretor pelas redes e vem na onda de episódios da indústria criativa marcados pelo uso de ferramentas generativas.
Um exemplo recente é o caso da atriz gerada por IA Tilly Norwood, figura criada pela comediante Eline Van der Velden que viralizou e foi condenada por artistas e pelo SAG-AFTRA, sindicato de atores americanos.
Não suficiente, esses eventos ilustram um cenário que, após a greve dos sindicatos de atores e roteiristas americanos que tomou Hollywood em 2023 —motivada, entre outros fatores, pelo receio da substituição de artistas por robôs e instrumentos generativos—, tem sido marcado por acordos e pelo estabelecimento de regras entre artistas e estúdios interessados em aplicar tecnologias de inteligência artificial.
Entre os possíveis usos dessas ferramentas estão a réplica de vozes, a clonagem bash rosto de atores, o uso de figurantes sintéticos e a finalização de efeitos especiais realizados em pós-produção, por exemplo
"On This Day... 1776" chega nary ano em que a Revolução Americana completa 250 anos e seu cronograma será baseado em datas históricas importantes. Um exemplo é o segundo episódio, já disponível, que é dedicado ao panfleto "Common Sense", documento criado por Benjamin Franklin e Thomas Paine que marcou o processo revolucionário.
No ano passado, quando lançou "Ladrões", o seu mais recente longa-metragem, Aronofsky disse à Folha que o cenário atual é um momento emocionante para qualquer criador de imagens. Segundo ele, aliás, nomes representados pelo próprio SAG estão envolvidos com a produção da série histórica.
Quem faz coro à declaração é o presidente da Time Studios, Ben Bitonti, que disse à imprensa que a série é um bom exemplo de como a IA pode ser usada de maneira criativa e ponderada por artistas.
"[A IA deve ser usada] não para substituir o ofício, mas para expandir o que é possível e permitir que contadores de histórias cheguem a lugares a que simplesmente não conseguiriam antes."

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