O Brasil enfrenta um cenário de grande descrédito em relação às suas principais instituições —entre dezembro de 2024 e março de 2026, piorou a confiança ou a avaliação da população sobre 7 das 8 pesquisadas pelo Datafolha.
Segundo o levantamento, o ceticismo é generalizado. Além da desconfiança recorde sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Poder Judiciário, foram atingidos setores como o Legislativo, a Presidência da República, a imprensa e as Forças Armadas.
No topo do ranking de desconfiança, os partidos políticos seguem como as instituições menos confiáveis do país, com 52% da população afirmando não depositar nenhum crédito neles. Mas, nesse caso, não houve grandes mudanças: eles já lideravam nesse quesito na pesquisa anterior, com 50%, tendo havido oscilação desde então dentro da margem de erro.
O Congresso Nacional reflete de forma aguda esse desgaste, registrando níveis recordes de insatisfação nesta legislatura.
O índice de brasileiros que não confiam na instituição chegou a 45%, enquanto apenas uma parcela mínima de 5% afirma confiar muito nela —em 2024 eram 11%.
Além disso, apenas 14% dos brasileiros avaliam o trabalho dos parlamentares como ótimo ou bom, uma queda de sete pontos percentuais em relação a dezembro de 2025. De outro lado, saltaram de 31% para 39% os que veem o desempenho do Congresso como ruim ou péssimo.
O detalhamento por estratos sociais revela que a insatisfação com o Legislativo é movida principalmente pelos setores mais escolarizados e de renda intermediária. Enquanto a satisfação entre os menos instruídos chega a 20%, ela cai para apenas 10% entre quem possui maior nível de escolaridade.
No recorte por gênero e renda, observa-se que os homens (43%) e os brasileiros com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos (46%) são os que mais avaliam o trabalho do Congresso como ruim ou péssimo. Além disso, a desaprovação é mais forte entre aqueles que também desaprovam o governo federal (44%).
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil, de 3 a 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.
A Presidência da República também sofreu uma erosão significativa em sua base de confiança, com o índice de desconfiança saltando de 36% para 43% entre dezembro de 2024 e março deste ano. Atualmente, apenas 22% dos brasileiros afirmam confiar muito na instituição máxima do Executivo.
Em relação à imprensa, 36% dizem não confiar na instituição, contra 28% em dezembro de 2024. Já a confiança plena nos veículos de comunicação recuou de 22% para 15%.
As Forças Armadas, que tiveram integrantes condenados em 2025 no processo sobre a tentativa de golpe de Estado no governo Jair Bolsonaro (PL), atingiram o maior patamar numérico de desconfiança de sua série histórica (27%). Já o índice de confiança plena recuou de 34% para 26%, o menor já medido pelo Datafolha para os militares.
As grandes empresas brasileiras viram a desconfiança crescer de 20% para 26%, com a confiança absoluta caindo para 20%.
O cenário de descrédito se estende ao Poder Judiciário, que bateu seu recorde histórico de desconfiança ao atingir 36%, com apenas 15% da população mantendo uma confiança elevada na instituição.
Dentro deste contexto, o STF também registrou seu maior índice de desconfiança (43%).

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2 horas atrás
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