2 semanas atrás 2

De máquinas a calçados, setores ainda sobretaxados celebram fim do tarifaço

  1. Indústria de Calçados: o setor brasileiro registrou queda nas margens de lucro porque compete com produtores asiáticos.
  2. Máquinas e Equipamentos: são os itens de engenharia e materiais de construção que não se enquadram nas isenções de segurança nacional.
  3. Têxtil e vestuário: as tarifas tornaram o produto brasileiro pouco competitivo frente ao mercado interno dos EUA.
  4. Móveis e artefatos de madeira: produtos processados e móveis continuavam sob pressão tarifária.

O setor calçadista perdeu 1,8% das receitas na comparação com 2024. Principal destino do calçado brasileiro no exterior, os Estados Unidos importaram US$ 211,9 milhões em 2025, 2% menos do que em 2024. Em dezembro, a queda na receita foi de 20,1% e de 23,2% em volume, segundo a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados).

O setor diz que atuou com o governo federal para derrubar o tarifaço. "Com a derrubada da tarifa, a queda nas exportações esperada para 2026 será revertida para uma elevação nos embarques", diz Haroldo Ferreira, presidente da entidade.

Outro setor muito afetado, máquinas e equipamentos viu as exportações caíram 9% para os EUA. As vendas para o mercado americano recuaram de US$ 4 bilhões para US$ 3,64 bilhões. "Anualizando, é uma queda da ordem de 27%", estima José Velloso, presidente executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Com o fim do tarifaço, vamos restabelecer o fluxo de comércio com os EUA, um grande importador.
José Velloso, da Abimaq

Já a indústria têxtil e de confecção nacional espera agora recuperar competitividade nos EUA. No ano passado, a exportação de fios, filamentos e linhas de costura foram as mais afetadas, com reduções de 5%, 22% e 7,1%, respectivamente. A queda das tarifas "pode levar à retomada gradual das exportações, reativação de contratos, novos investimentos e preservação de empregos, especialmente em produtos de maior valor agregado e com apelo de sustentabilidade", diz o Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro