2 semanas atrás 7

De patrocinador a inimigo: o que está por trás do conflito entre Paquistão e Afeganistão?

Mas o que motivou a escalada dos confrontos?

Aliados históricos em confronto

O Paquistão tem sido o aliado mais próximo do Talibã afegão por décadas e ajudou a dar origem ao regime no início dos anos 1990 – como forma de conferir ao país "profundidade estratégica" em sua rivalidade com a Índia.

No entanto, desde que o Talibã retomou o poder em 2021 - volta que foi saudada pelo então primeiro-ministro paquistanês -, os dois países vêm enfrentando questões.

A aproximação diplomática do Afeganistão com o governo indiano, que começou com o envio de ajuda humanitária ao país a partir de 2022 e culminou com um encontro e anúncio de parcerias em outubro de 2025, não é vista com bons olhos pelo Paquistão.

A atuação do grupo terrorista Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), responsável por vários atentados no território paquistanês, também é constante causa de troca de acusações.

Refúgio para terroristas?

O TTP trava uma guerra contra o Estado paquistanês desde 2007. O objetivo dos militantes é impor seu rígido modelo de governo islâmico, similar ao Talibã afegão, à nação predominantemente muçulmana.

O Paquistão afirma que a liderança do grupo militante Tehreek-e-Taliban Pakistan e muitos de seus combatentes estão baseados no Afeganistão, e que insurgentes armados que buscam a independência da província de Baluchistão , no sudoeste do Paquistão, também usam o país como refúgio.

Cabul nega repetidamente permitir que militantes usem o território afegão para lançar ataques no Paquistão e, por sua vez, acusa o país vizinho de abrigar combatentes de seu inimigo, o Estado Islâmico, o que Islamabad nega.

Novos ataques terroristas escalaram conflito

Ataques realizados na última semana foram o estopim para a escalada do conflito atual.

No sábado (21), o Paquistão realizou ataques aéreos no Afeganistão contra alvos que, segundo o país, eram militantes responsáveis ​​por uma série de atentados suicidas recentes em território paquistanês.

Cabul e as Nações Unidas afirmaram que pelo menos 13 civis morreram e um porta-voz do governo talibã chamou o ataque de "ato terrorista" e falou sobre violação de soberania. Fontes de segurança do Paquistão disseram que o ataque matou pelo menos 70 terroristas.

Na terça-feira (24), militantes emboscaram um veículo policial e um homem-bomba atacou um posto de controle em atentados separados no Paquistão. Ambos foram reivindicados pelo TTP e mataram sete policiais e dois civis.

Na semana passada, outro ataque realizado por um afegão ligado ao TTP matou 11 membros das forças de segurança paquistanesas e dois civis no distrito de Bajaur.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro