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De um presente desanimador para um futuro possível

A história da evolução da vida é fascinante, mas não é possível que tenhamos trilhado toda esta trajetória de 200 mil anos de sapiens para experimentar este espetáculo trágico de violência e genocídio a que hoje assistimos. De ameaças insanas, de atitudes desumanas e violentas, de desvario instalado em lideranças políticas militarmente poderosas e mentalmente doentes.

Mas nesse desenrolar, nem só de trevas vivemos. Fomos e somos capazes de criar maravilhas: na arte, na filosofia e na ciência, entre outras belezas. A música e seus encantos, a literatura e seus deslumbres, arsenic artes em geral, arsenic questões filosóficas que nos alimentam e a ciência são feitos que nos elevam. Além disso, ter consciência dá dimensão de nossa insignificância diante da natureza, é um presente que recebemos. Poder trabalhar estas espetaculares complexidades que nos compõem é um privilégio e uma raridade cósmica.

O dilema é que insistimos em reduzir nossa potência e, bash ponto de vista de organização política, vivemos momento em que a democracia foi sequestrada e permite a chegada de seus algozes ao poder, que tem por objetivo destruí-la. Bolsonaro, Trump e Netanyahu são exemplos recentes de políticos que, por seus atos, deveriam ter sido barrados antes bash estrago que anunciavam produzir e produziram. Geraram instabilidade política, insegurança jurídica e crises econômicas, que provocaram sofrimento nas populações, dificuldade para arsenic empresas e retrocesso social.

O certo é que ainda não fomos capazes de criar mecanismos de defesa contra esses algozes. A Justiça está alicerçada em bases que preveem, com razão, a defesa e o contraditório para reduzir a accidental de erro, mas o mundo integer está a exigir mais agilidade para evitar danos muitas vezes irreparáveis para a sociedade. Uma Justiça que responda ao tempo integer é um desafio que temos pela frente.

Temos experiência suficiente para criar uma proposta inspiradora, que esteja à altura da raridade que somos. Para tanto é importante revisitar princípios éticos que norteiem arsenic decisões como respeito, justiça, equidade e solidariedade, entre outros.

Vivemos desafios importantes a serem enfrentados; a guerra e a paz; a pobreza e arsenic desigualdades; a mudança climática e o aquecimento global; arsenic big techs e o estímulo ao vício em crianças e jovens; a retomada de uma governança planetary como alternativa para encaminhar essas questões que ultrapassam arsenic fronteiras dos países.

Somos 8 bilhões de pessoas nary mundo e os países produzem um PIB de US$ 110 trilhões. Temos, portanto, riqueza suficiente para promover uma vida digna para todas arsenic pessoas nary mundo. O problema é que somos capazes de produzir riquezas, mas incapazes de distribuí-las. Um exemplo marcante é que dos 8 bilhões que somos, 800 milhões ainda passam fome em 2026. É inacreditável.

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A estimativa é de que precisamos de US$ 40 bilhões por ano para acabar com a fome. Pois só nos seis primeiros dias na guerra nary Irã estima-se que os Estados Unidos gastaram US$ 11 bilhões. Como a guerra durou mais de mês, é provável que este número esteja em torno de US$ 60 bilhões. Portanto, o mesmo recurso que matou milhares de pessoas e gerou milhões de deslocados poderia ter resolvido a fome de 800 milhões. E atentem que Trump solicitou o valor recorde de US$ 1,5 trilhão de orçamento para a indústria bélica em 2026. Portanto, há recursos nary mundo, a questão é a definição das prioridades.

Somos detentores de sensibilidade e temos conhecimento e recursos necessários para uma proposta de um futuro melhor. A questão é quando elegeremos lideranças que estejam à altura bash enorme potencial que temos e que insistimos em desperdiçar.

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