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Defesa inaugura serviço militar inicial feminino com incorporação de 1.467 mulheres

O Ministério da Defesa realizou nesta segunda-feira (2) a primeira cerimônia de incorporação de mulheres ao serviço militar inicial feminino. Ao todo, 1.467 serão distribuídas por 51 municípios de 13 estados e do Distrito Federal, sendo 157 na Marinha, 1.010 no Exército e 300 na Força Aérea.

O serviço militar inicial feminino permite, de forma voluntária, que mulheres, ao completarem 18 anos, ingressem no serviço militar com os mesmos direitos e deveres atribuídos aos homens.

Embora o alistamento seja voluntário para as mulheres, após a incorporação, o serviço militar torna-se obrigatório por um período de um ano. O evento foi realizado no Comando Militar do Planalto em Brasília, junto à tradicional incorporação masculina.

A entrada das mulheres no serviço militar inicial é tratada como um marco institucional e deve ter impacto tanto na dinâmica interna das Forças quanto no perfil do efetivo ao longo dos próximos anos.

Elas estão distribuídas em diferentes regiões do país. No Norte, as incorporações ocorreram no Amazonas e no Pará. No Centro-Oeste, no Distrito Federal, em Goiás e em Mato Grosso do Sul.

No Sul, as vagas estão no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Já no Sudeste, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. No Nordeste, a incorporação ocorreu na Bahia, no Ceará e em Pernambuco.

Na ocasião, o ministro da Defesa, José Múcio, ressaltou que, apesar da alta demanda, com 33 mil mulheres tentando se inscrever, o serviço militar feminino permanecerá espontâneo, e não obrigatório. Ele disse que ainda não há previsão no país para o alistamento obrigatório de mulheres.

Outro marco celebrado pelo ministro foi a promoção da primeira General de Exército da história da força, a coronel-médica pernambucana Claudia Lima Gusmão Cacho.

Já deviámos isso, já tem países mais avançados. Acho que é uma vitória da sociedade brasileira, não só das mulheres", disse Múcio.

Durante o período de prestação do serviço, os militares recebem soldo de acordo com a graduação, além de férias, assistência médico-hospitalar, auxílios, licenças e contagem do tempo para fins de aposentadoria.

O vínculo terá duração inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por até oito anos, desde que haja disponibilidade de vagas, interesse do militar em permanecer na corporação e aprovação da respectiva Força.

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