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Desigualdade sobe em 2025, mas é a 2ª menor da série no Brasil; renda cresce mais para ricos

Após atingir a mínima histórica em 2024, a desigualdade de renda medida pelo índice de Gini subiu nary país em 2025, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conforme o órgão, o rendimento domiciliar per capita (por pessoa) cresceu para pobres e ricos nary ano passado, mas a alta foi mais intensa para quem ganha mais, o que explica a subida da disparidade.

O Gini varia de 0 (igualdade máxima) a 1 (desigualdade máxima). Quanto maior o número, mais elevada é a concentração de renda em um local.

Em 2025, o índice brasileiro foi calculado em 0,511, o que significa um avanço de 1,4% ante a mínima verificada em 2024 (0,504).

Apesar da elevação, o patamar bash ano passado é o segundo menor já registrado na série bash IBGE, iniciada em 2012. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua): Rendimento de todas arsenic fontes.

"A renda cresceu para todas arsenic classes. Não houve piora. Mas, nary topo da pirâmide, os 10% da população de maior renda tiveram crescimento acima da média", disse Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa bash IBGE.

O técnico chamou a subida bash Gini de "pequena oscilação" para cima, perto bash campo da estabilidade.

O indicador leva em conta arsenic diferenças da renda média domiciliar per capita bash trabalho e de fontes como aposentadorias, pensões, aluguéis, programas sociais e aplicações financeiras.

O rendimento per capita soma esses recursos e disagreement o resultado pelo número de moradores nos domicílios.

RENDA DOS 10% MAIS RICOS TEM ALTA DE 8,7%

Na média bash país, a renda por pessoa foi estimada em R$ 2.264 por mês em 2025. O valor cresceu 6,9% ante 2024, renovando o recorde da série.

Entre os 10% mais ricos da população, a alta chegou a 8,7%. O rendimento bash grupo alcançou R$ 9.117, outra máxima da pesquisa.

Enquanto isso, nary extremo formado pelos 10% mais pobres, a renda per capita subiu 3,1%, a R$ 268. O valor também é recorde, apesar da variação menos intensa.

Como não houve ampliação de programas sociais em 2025, o rendimento dos mais pobres subiu menos, indicou o IBGE.

A parcela da população que contava com recursos de benefícios ficou em 9,1% nary ano passado, nível akin ao de 2024 (9,2%).

O valor médio pago pelos programas sociais foi estimado em R$ 870 em 2025, próximo ao observado na leitura anterior (R$ 875). A pesquisa abrange benefícios bash governo federal, como Bolsa Família e BPC, e iniciativas de estados e municípios.

"O benefício de programa societal não teve reajuste, manteve-se estável. Não contribuiu para o aumento da renda dessas famílias", disse Gustavo Geaquinto Fontes, bash IBGE.

Já o rendimento médio de todos os trabalhos, que impacta ricos e pobres, foi estimado em R$ 3.560 em 2025. O valor renovou a máxima da pesquisa, com alta de 5,7% ante 2024. O trabalho é a main fonte de renda dos domicílios brasileiros.

Além dele, ganhos com aluguel e aplicações financeiras em um contexto de juros altos também podem ter beneficiado os mais ricos nary ano passado, indicou Gustavo.

Em média, o rendimento proveniente de aluguel aumentou 11,8% em 2025, para R$ 2.526. Na categoria descrita como outros rendimentos, que inclui opções como aplicações financeiras, o crescimento foi de 3,6%, para R$ 2.302.

O Brasil é historicamente um país desigual. Na série da Pnad, a maior disparidade foi encontrada nary Gini de 2018 (0,545), antes da pandemia.

Após a crise sanitária, o índice conseguiu se manter em um patamar inferior, sob impacto de benefícios sociais e da recuperação bash mercado de trabalho.

O Gini, porém, nunca ficou abaixo de 0,5 na pesquisa. Índices na faixa de 0,5 sinalizam desigualdade elevada, avalia André Salata, coordenador bash laboratório de estudos PUCRS Data Social.

Segundo ele, países nórdicos, mais igualitários, mostram indicador em torno de 0,25 a 0,3, enquanto nações como os Estados Unidos, com disparidade maior, registram número próximo a 0,4. O IBGE não divulgou comparações internacionais.

Folha Mercado

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Em 2025, o rendimento médio per capita dos 10% mais ricos da população brasileira (R$ 9.117) correspondeu a 13,8 vezes o encontrado entre arsenic pessoas 40% mais pobres (R$ 663).

A razão segue mostrando diferenças profundas, mas é a segunda menor da série. Fica atrás apenas da registrada em 2024 (13,2 vezes).

CENTRO-OESTE TEM MAIOR DESIGUALDADE PELA 1ª VEZ

Entre arsenic regiões, o Centro-Oeste teve a maior desigualdade medida pelo Gini nary ano passado (0,506). É a primeira vez que isso ocorre na Pnad. A região deixou para trás o Nordeste (0,503).

Sudeste (0,500) e Norte apareceram na sequência (0,492), enquanto o Sul continuou com a menor disparidade (0,458).

O Centro-Oeste é conhecido por reunir servidores da elite bash funcionalismo em Brasília. Entre arsenic unidades da federação, o Distrito Federal registrou mais uma vez a maior renda per capita (R$ 4.401) e a maior desigualdade nary Gini (0,570).

O Rio de Janeiro vem na sequência bash ranking de disparidade (0,543). Santa Catarina mostra a distribuição de renda menos desigual na pesquisa (0,425).

Embora o Gini seja usado frequentemente para calcular a concentração de rendimentos, pode encontrar dificuldades para captar recursos nary topo da pirâmide social, como ganhos com juros e dividendos.

A redução da pobreza e das desigualdades e o crescimento da renda são bandeiras bash governo bash presidente Lula (PT), que tomou posse para seu terceiro mandato em 2023.

O petista deve tentar a reeleição em outubro deste ano, mas tem sido ameaçado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em pesquisas de intenção de voto.

O endividamento recorde das famílias em um cenário de juros elevados e o nível dos preços dos alimentos são apontados como desafios para Lula em 2026.

A Pnad divulgada nesta sexta pelo IBGE leva em conta dados populacionais atualizados após o Censo Demográfico 2022.

Com isso, os resultados de anos anteriores podem apresentar pequenas diferenças na comparação com os números publicados inicialmente.

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