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Dias após ataques ao Irã, Trump recebe líderes latino-americanos para formar coalizão anticartel

Trump citou os cartéis de drogas como um dos principais motivos para aumentar o envolvimento de seu governo na América Latina, pressionando a Venezuela nos últimos meses e capturando o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro.

Pelo menos uma dúzia de líderes da América Central, da América do Sul e do Caribe participaram da cúpula "Escudo das Américas" convocada por Trump, que assinou uma proclamação lançando a coalizão.

"É uma ótima parte do mundo, mas para preencher esse tremendo potencial, devemos destruir o controle dos cartéis e gangues criminosas e organizações horríveis dirigidas por, em alguns casos, animais absolutos e realmente libertar nosso povo", disse Trump.

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Kristi Noem será a enviada especial para o "Escudo das Américas", publicou Trump na quinta-feira. Noem foi secretária de Segurança Interna até que Trump a destituiu do cargo esta semana, após críticas crescentes do Congresso.

A reunião de sábado dá a Trump a chance de projetar força mais perto de casa, mesmo quando o conflito no Oriente Médio leva a consequências que ele pode não controlar totalmente, como o aumento dos preços do petróleo e do gás.

Mas o governo Trump também tem procurado maneiras de combater a crescente influência chinesa na região.

A cúpula de sábado ocorreu enquanto Trump se prepara para as conversações com o presidente chinês Xi Jinping em Pequim, no final de março. O governo Trump espera aproximar a América Latina de Washington após anos de crescimento do comércio, empréstimos e investimentos em infraestrutura chineses na região.

A cúpula reúne líderes conservadores alinhados com Trump sobre segurança, migração e economia.

Aliados de direita participam da cúpula

O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula "Escudo das Américas" em Miami. — Foto: EUTERS/Kevin Lamarque

Entre os participantes estão o presidente argentino, Javier Milei, o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, e o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, cuja repressão às gangues, criticada por grupos de direitos humanos, tornou-se um modelo para parte da direita latino-americana. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado.

Políticos de toda a região visitaram a ampla "mega-prisão" de Bukele, onde os Estados Unidos, no ano passado, deportaram mais de 200 venezuelanos sem julgamento.

Também se juntaram ao encontro o presidente hondurenho Nasry Asfura, que venceu por pouco uma eleição disputada com o apoio de Trump, e o presidente equatoriano Daniel Noboa, que ecoou partes da agenda econômica de Trump e recentemente anunciou operações conjuntas com os EUA em uma repressão militar ao tráfico de drogas.

Muitos dos líderes compartilham a visão linha-dura de Trump em relação ao crime e à migração, favorecendo a repressão em detrimento de ajustes sociais mais profundos e os negócios privados em detrimento do Estado. Sua ascensão reflete uma guinada mais ampla à direita em partes da América Latina, em um momento em que a região é atraída em direções opostas por Washington e Pequim.

Combate à influência da China

Ryan Berg, que dirige o Programa das Américas no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que o comércio da China com a região atingiu um recorde de US$518 bilhões em 2024, com Pequim emprestando mais de US$120 bilhões a governos do Hemisfério Ocidental.

O envolvimento cada vez maior da China na América Latina -- desde estações de rastreamento por satélite na Argentina e um porto no Peru até o apoio econômico à Venezuela -- tem irritado as sucessivas administrações dos EUA.

A China expandiu seu alcance por meio de comércio, empréstimos e infraestrutura, enquanto o governo Trump pressionou os governos da região a restringir o papel de Pequim em portos, projetos de energia e outros ativos estratégicos.

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