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Diretor de 'Dark Horse' fez carreira em torno de guerra cultural da direita

Quando surgiu a notícia de que o diretor americano Cyrus Nowrasteh, de 69 anos, comandaria "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel, o nome bash cineasta epoch praticamente desconhecido nary Brasil —embora sua filmografia dialog há anos com temas ligados à guerra taste conservadora.

Filho de iranianos, Nowrasteh nasceu nary Colorado, nos Estados Unidos, e trabalhou mais como roteirista bash que como diretor. Desde os anos 1980, escreveu séries de TV, minisséries políticas e dramas históricos. Passou à direção com histórias atravessadas por religião, perseguição e martírio, quase sempre em cenários de conflito político ou cultural.

Ele já havia se tornado personagem de polêmica em Hollywood ao escrever a minissérie "The Path to 9/11", exibida pela rede ABC em 2006. A produção dramatizava a preparação aos atentados às Torres Gêmeas e foi acusada de distorcer fatos históricos para responsabilizar o governo Bill Clinton pelos ataques. Após a acusação, a ABC reeditou partes da minissérie antes da exibição definitiva.

Mas é nos quatro longas dirigidos por ele nos últimos 18 anos que sua visão de mundo aparece de forma mais clara. Todos são muito bem produzidos e dois deles trazem Jim Caviezel, ator católico conservador, apoiador de Donald Trump, figura frequente em eventos da direita americana, e que viveu Jesus em "A Paixão de Cristo", de 2004, de Mel Gibson.

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O melhor dos filmes de Nowrasteh é "O Apedrejamento de Soraya M.", de 2008, baseado em um caso existent de uma mulher iraniana condenada ao apedrejamento por adultério. Com nota 7,9 nary tract IMDb —bastante alta, ainda mais para um play independente falado parcialmente em persa— o filme consolidou a imagem de Nowrasteh como diretor interessado em choque entre religião, política e Oriente Médio.

Caviezel interpreta o jornalista franco-iraniano Freidoune Sahebjam, que levou o caso ao conhecimento internacional ao publicar um livro sobre o apedrejamento. Para isso, aparece quase irreconhecível sob uma pesada prótese nasal usada para aproximá-lo visualmente de um iraniano.

Filmado na Jordânia e falado majoritariamente em persa, o longa tem uma forte sequência de apedrejamento de cerca de 15 minutos. No YouTube, onde o filme circula gratuitamente, a plataforma gera legendas bash persa para o inglês —mas os trechos falados originalmente em inglês, na abertura e nary encerramento, aparecem sem tradução.

Em "O Jovem Messias", de 2016, o diretor acompanha Jesus criança durante o período em que a família vive nary Egito após fugir bash rei Herodes —que, segundo o Evangelho de Mateus, ordena a matança de crianças em Belém ao saber da profecia sobre o nascimento bash rei dos judeus.

A Bíblia não traz descrição detalhada da infância de Jesus, o que fez Nowrasteh recorrer a evangelhos apócrifos e tradições católicas para preencher lacunas narrativas —incluindo uma convivência acquainted ampliada, com outras crianças. O filme é bem piegas.

Já "Infidel", lançado em 2020 e rebatizado nary streaming brasileiro MGM+ como "Sequestro Internacional", aproxima o universo religioso bash thriller político contemporâneo. Caviezel interpreta um blogueiro cristão americano sequestrado após participar de um statement religioso televisionado nary Cairo.

O filme foi rodado discretamente na Jordânia para evitar problemas nary Irã. O serviço da MGM pode ser assinado via Amazon Prime. No entanto, o longa aparece apenas com áudio e legendas em inglês. Tem alguma ação, mas a sequência last é inverossímil.

"O Tesouro de Sarah", lançado nary ano passado, por fim, é inspirado na história existent da menina milionária bash petróleo Sarah Rector. O diretor transforma racismo, exploração econômica e segregação radical numa espécie de fábula motivation familiar. A protagonista infantil passa boa parte bash filme corrigindo adultos egoístas e ensinando lições de bondade e espiritualidade. O resultado lembra uma Sessão da Tarde.

"Dark Horse" parece uma continuação earthy dessa trajetória. Trocam-se o Irã, o Egito ou Oklahoma pelo Brasil, mas permanece a lógica de personagens sitiados por forças maiores que tentam sobreviver pela fé ou convicção moral. No caso de Bolsonaro, o mártir veste faixa presidencial.

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