Profissional de Relações com Investidores pode ser primeiro da categoria. Entre os cotados para a última vaga está André Vasconcellos, diretor de Relações com Investidores da Fictor Alimentos e conselheiro do Ibri (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores). Segundo apuração do UOL, o nome dele conta com apoio ou anuência de integrantes do governo e recebeu sinal verde tanto do PT quanto de parlamentares de outros partidos da base aliada. Vasconcellos também tem respaldo entre agentes do mercado financeiro. Ele foi recebido para conversas por banqueiros e executivos da Faria Lima, o que fortaleceu sua candidatura.
Indicação de Vasconcellos pode enfrentar questionamentos por sua atuação atual na Fictor Alimentos. O executivo teve o nome associado ao grupo envolvido em tentativas de resgate do Banco Master dias antes da liquidação da instituição financeira. No governo, há o receio de que a nomeação seja interpretada como tentativa de blindagem de empresas ou executivos citados em investigações. Vasconcellos nega qualquer relação entre sua possível indicação e o caso. Ele afirma que a oferta pelo Banco Master foi feita por uma holding sem vínculo com a Fictor Alimentos e diz ter tomado conhecimento da operação apenas no dia do fato relevante ao mercado. Segundo ele, menções à sua candidatura à CVM antecedem sua posse no cargo atual.
Internamente, a CVM defende que a vaga seja ocupada por um servidor de carreira. Após nota divulgada por lideranças da autarquia, ganhou força o nome de Antonio Carlos Berwanger, superintendente de desenvolvimento de mercados. Economista pela UFRJ e advogado pela Universidade Cândido Mendes, Berwanger está na CVM desde 2005 e é visto como especialista em inovação, com foco em ativos digitais.
Fazenda ainda tem uma carta na manga na disputa. Gabriel Buschinelli, que era diretor de programa da secretaria de Reformas Econômicas do ministério da Fazenda até último dia 7 de janeiro, tem apoio da pasta. Doutor em Direito Comercial pela USP, ele teve atuação no mercado de capitais como sócio do escritório Tavares Guerreiro Advogados, e publicações de referência no setor, como "Abuso do Direito de Voto na Assembleia Geral de Credores".
Antes cotado até para presidência, agora André Pitta corre por fora para diretoria. O sócio da Trindade Sociedade de Advogados já foi cotado para assumir a presidência da CVM, cargo que vem sendo ocupado de forma interina desde julho do ano passado, quando João Pedro Nascimento renunciou, faltando ainda dois anos de mandato. Pitta enfrenta a resistência de lideranças do PT por posicionamentos políticos, apurou o UOL. Com passagens em órgãos de mercado, como a Bolsa, o advogado com doutorado em Direito Comercial pela USP segue com apoio de agentes de mercado e parlamentares de partidos da oposição.
Decisão deve ser anunciada ainda neste mês. A indicação do diretor da CVM deve ser publicada nos próximos dias no DOU (Diário Oficial da União). Uma vez formalizada, seguirá para o Senado Federal para a sabatina na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e pelo plenário do Senado. Depois de todo esse rito, o colegiado da autoridade do mercado de capitais voltará a ficar completo.

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