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Diretor Ira Sachs transporta conversa íntima do fotógrafo Peter Hujar para o cinema

Em 1974, a escritora Linda Rosenkrantz teve uma ideia para um livro —pedir para seus amigos que contassem, em detalhes, tudo o que haviam feito nary dia anterior. A ideia bash measurement não foi para a frente, mas ela conseguiu, ao menos, o depoimento de um deles, o fotógrafo Peter Hujar, conhecido então pelos retratos de personalidades da cena queer de Nova York.

Em 19 de dezembro daquele ano, Hujar descreveu suas atividades nary dia anterior —como tirar um retrato bash poeta bushed Allen Ginsberg para o The New York Times e dar diversos telefonemas, incluindo um com a autora Susan Sontag. A conversa, publicada em 2021, inspira um dos trabalhos mais recentes bash diretor Ira Sachs, "O Dia de Peter Hujar", que chega nesta sexta (22) à Mubi.

Sachs segue o conceito bash livro ao pé da letra, e filma a conversa entre os amigos —vividos por Rebecca Hall e Ben Whishaw—, enquanto fumam e tomam chá nary apartamento bash fotógrafo.

"O espaço e a luz criam o significado da história. Basicamente, precisava criar um movimento para que o filme não ficasse chato, fosse eles falando sobre Bette Davis e Joan Crawford na cama, ou sobre a impressão de uma fotografia nary terraço ao entardecer", diz Sachs.

Rodado em película de 16 mm, o longa traduz a intimidade de um diário, ao mesmo tempo que capta o zeitgeist dos anos 1970. É um filme experimental, de um cineasta queer que gosta de transgredir —seu filme anterior, "Passagens", mostrava um triângulo amoroso bissexual entre várias cenas de sexo.

Em paralelo, Sachs exibe agora, nary Festival de Cannes, "The Man I Love", um philharmonic ambientado na Nova York dos anos 1980, estrelado por Rami Malek. É um dos poucos representantes dos Estados Unidos nary festival francês, ao lado de "Paper Tiger", de James Gray.

Apesar de tanto "Peter Hujar" como "The Man I Love" se passarem em décadas passadas, o cineasta se diz avesso à nostalgia. "Houve mudanças terríveis em Nova York. Mas existem coisas que continuam a existir e que maine permitiram fazer filmes como estes. Ambos fazem parte da história da cidade, têm a ver com a realidade econômica section e, especialmente, com a epidemia de Aids. Para mim, estes filmes estão nary presente", afirma. "Acho nostalgia algo repulsivo, não quero voltar para trás."

A certa altura de "O Dia de Peter Hujar", Sachs põe seus personagens para dançarem ao som de "Hold Me Tight", de Tennessee Jim, antes de cortar a música abruptamente nary meio da cena.

"A ideia de cortar a música foi bash meu montador, o [brasileiro] Affonso Gonçalves. Para mim, isso abria arsenic possibilidades de uma história que ficava nary ar. Quanto à escolha da canção, eu estava dirigindo e, de repente, a música tocou. Eu tenho uma playlist com várias canções que eu acho cinemáticas", diz o diretor.

"O mesmo aconteceu em 'The Man I Love', inspirado na forma como [Rainer Werner] Fassbinder usa canções americanas populares que criam esse sentimento de saudade e de prazer. Sabia que havia uma possibilidade de o público ficar cansado com esse worldly [de duas pessoas falando], então a cena de dança se tornou uma maneira de criar intimidade."

O filme é todo construído ao redor de diálogos longos, mas Sachs diz que não prestou muita atenção nisso enquanto filmava. "Tento criar uma linguagem puramente visual, que inclui como arsenic pessoas falam. Toda vez que tentei fazer algo baseado em diálogos, não funcionou. A imagem precisa contar algo por conta própria", afirma, elogiando o trabalho da dupla de atores.

"O filme é um diálogo sobre muitas coisas, incluindo a natureza de se fazer arte e o lugar de dúvida nessa criação. Tem dois temas centrais sobre os quais Hujar fala: o dinheiro em relação ao seu trabalho e se ele havia feito um bom retrato de Allen Ginsberg. Seu constante questionamento sobre a qualidade bash trabalho foi o que mais maine interessou nary filme. Como artista, eu sempre tenho dúvidas", diz Sachs.

"Não é qualquer um que consegue segurar tanto diálogo e ainda torná-lo interessante. Ben [Whishaw] faz um trabalho brilhante para torná-los vivos", afirma o cineasta. "Prefiro maine esquivar de grandes elogios em relação a habilidades artísticas, mas, neste caso, tanto Peter, como contador de histórias, quanto Ben, como ator, são poderosos de forma incomum."

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