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Diretores da Aneel ignoram liminar e aprovam homologação de megaleilão

A aprovação unânime ocorreu por meio de votação eletrônica dos diretores. Os votos foram registrados no sistema interno e a maioria simples já confirmaria a validação dos contratos de energia para o período de 2027 a 2031.

O processo agora será incluído na pauta da reunião pública da próxima semana para ratificação de decisão. Isso ocorreu porque houve pedido de sustentação oral solicitada pela Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), um dos autores da ação que resultou na liminar de ontem.

R$ 515 bilhões por energia fóssil

O leilão realizado em março priorizou usinas termelétricas fósseis em vez de baterias para armazenar energia limpa. A escolha vai custar R$ 515,17 bilhões em contratos de até 15 anos, o que pode encarecer a conta de luz em 10% para residências e em 20% para empresas, segundo o MPF (Ministério Público Federal).

O certame contratou 19 gigawatts de potência, volume superior à capacidade da usina de Itaipu. A chamada energia suja dominou as compras do governo, representando 86,6% do total, enquanto as hidrelétricas responderam por 12,8% e os biocombustíveis por apenas 0,6%.

A opção pelas termelétricas ignorou uma recomendação de 2023 da EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O órgão federal defendia usar baterias para guardar a energia limpa que sobra durante o dia e usá-la à noite, evitando o desperdício de 37 TWh (terawatts-hora) registrado em 2025.

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