Em discurso Conferência de Segurança de Munique, Rubio afirmou que os Estados Unidos continuarão ligados ao continente europeu, mesmo ao defender mudanças na relação e nas instituições internacionais que sustentam a ordem global desde a Segunda Guerra Mundial.
O secretário discursou um ano após o vice-presidente JD Vance causar surpresa no mesmo evento ao fazer críticas duras aos valores europeus. Depois disso, houve uma série de declarações e medidas do governo Trump direcionadas a aliados, incluindo a ameaça — posteriormente retirada — de impor tarifas a países europeus para pressionar por maior controle dos EUA sobre a Groenlândia, território semiautônomo da aliada Dinamarca e integrante da OTAN.

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Embora tenha adotado um tom mais moderado do que o visto no último ano, Rubio deixou claro que o governo Trump não pretende mudar de rumo. Ele criticou o que chamou de “culto climático” e uma “onda sem precedentes de migração em massa” que, segundo ele, ameaça a coesão social.
Rubio afirmou que a euforia do Ocidente após a vitória na Guerra Fria levou a uma “ilusão perigosa” de que todas as nações se tornariam democracias liberais e de que laços comerciais substituiriam identidades nacionais.
“Cometemos esses erros juntos e agora devemos enfrentá-los juntos e seguir adiante para reconstruir”, disse.
Rubio também ressaltou que americanos e europeus “lutaram e morreram lado a lado” em conflitos ao longo das décadas, defendendo que os EUA querem construir um novo século de prosperidade em parceria com os aliados.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o discurso foi “muito tranquilizador”, embora tenha observado que integrantes do governo americano adotam tom mais duro em alguns temas.
Ela destacou que a União Europeia precisa se tornar mais independente, inclusive na área de defesa, e reforçou a importância da “soberania digital” do bloco.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou que a Europa não deve cair na complacência. Segundo ele, o Reino Unido precisa estreitar novamente os laços com o continente para que a região “se sustente com as próprias pernas” na defesa.
Já o ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, classificou como “uma afirmação ousada” dizer que os Estados Unidos são “um filho da Europa”, acrescentando que ainda há muito trabalho a fazer.
Tensões além da relação transatlântica
O encontro também evidenciou tensões com outras potências. Após Rubio, o chanceler chinês Wang Yi disse que Pequim ficou satisfeita ao ver que Trump demonstra respeito pelo presidente Xi Jinping e pela China.
Ele alertou, porém, que algumas vozes nos Estados Unidos ainda tentam conter a ascensão chinesa.
Segundo Wang, a “lei da selva e o unilateralismo” estão ganhando espaço, e certos países demonstram uma “mentalidade de Guerra Fria”.

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1 mês atrás
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