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Discutir fim da 6x1 por PEC ou lei prejudica o trabalhador, diz Pastore

Se a redução avançar para 40 horas, Pastore estimou alta de custos para as empresas e listou quatro possíveis reações: repasse para preços, troca de trabalhadores mais caros por mais baratos, automação e corte de planos de expansão.

Se eventualmente essa proposta passar, reduzindo para 40 horas ou para 36 horas, nós vamos ter um aumento de 22% da folha salarial no caso de 36 horas e 10% da folha salarial no caso de 40 horas. A empresa pode passar isso para os preços, isso gera inflação. Ou pode despedir o trabalhador que ganha mais e contratar o que custa menos. Um terceiro ajuste pode ser a automação. E, finalmente, pode cortar planos de expandir. Nenhum dos ajustes é benéfico para o trabalhador.
José Pastore

Ele argumentou ainda que a mudança atingiria principalmente quem trabalha formalmente sob a CLT e que, mesmo dentro desse grupo, muitas atividades já operam abaixo do teto de 44 horas.

Nós temos uma jornada média de 38,4 horas por semana. Está bem longe dos 44. E como é que ela tem sido acertada? Através de negociação coletiva. Essas medidas vão atingir quem trabalha formalmente com carteira assinada. Isso dá mais ou menos uns 32, 33%.
José Pastore

Todos os méritos dessas propostas são muito humanos. O que se discute é o método de chegar nesse processo. Se você vai impor por lei uma jornada única para setores diferentes, nós vamos ter que enfrentar aqueles ajustes que as empresas terão que fazer. Enquanto que por negociação não há isso aí, tudo funciona normalmente.
José Pastore

O Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta-feira no UOL às 8h, com apresentação de Amanda Klein, antecipando os principais movimentos do mercado financeiro.

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