Atenções dos mercados se voltam para presença do Ministro da Fazenda no UOL. Dario Durigan dá entrevista a partir das 10h, ao UOL News, para falar sobre economia brasileira, negociações com os Estados Unidos e política fiscal.
No Senado, presidente do BRB participa de audiência. Outra agenda de destaque na agenda dos agentes econômicos é a presença de Nelson Antônio de Souza, na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, convidado a prestar esclarecimentos sobre as operações realizadas entre o Banco de Brasília e o Banco Master.
Bolsa busca reação após registrar oito pregões de baixa nas últimas dez sessões. Ontem, o Ibovespa, índice com as ações brasileiras mais negociadas na Bolsa, cedeu 0,21%, aos 168.668 pontos, ao fim da sessão, recuando à menor pontuação desde 20 de janeiro. Variação negativa desde o pico, atingido em 14 de abril, é de 15%.
Incertezas econômicas e políticas prejudicam fluxo de recursos para Bolsas. O impacto do petróleo sobre os índices de preços pode levar à interrupção da queda dos juros nos países, apontam economistas. Isso vale para Brasil e Estados Unidos, cujos bancos centrais reúnem os comitês de política monetária semana que vem.
As expectativas de inflação estão desancoradas em boa parte do mundo, com os bancos centrais tendendo a manter ou até mesmo elevar juros. Além disso, existem incertezas sobre a guerra. Há espaço para o Ibovespa recuperar parte das perdas recentes, mas a Bolsa precisa da volta do fluxo de recursos estrangeiros. Alvaro Bandeira, economista
Manutenção dos juros passa a dominar apostas para próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária). O colegiado do Banco Central se reúne nos dias 16 e 17 de junho. Órgão vai definir a Selic, atualmente em 14,50% ao ano. A expectativa de que o órgão vai reduzir, pela terceira vez seguida, a taxa em 0,25 ponto percentual, deixou de ser predominante: era a aposta de 74% das posições de investidores que atuam nos contratos de Copom na Bolsa B3; agora é a expectativa de 40%. Já o grupo dos que esperam manutenção da Selic subiu a 60%, ante 24% antes.

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