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Dólar cai a R$ 5,4 e Bolsa sobe no 1º pregão após ação dos EUA na Venezuela

A intervenção em um país sul-americano abre precedente inédito, ferindo a soberania nacional e os preceitos do multilateralismo. Isso terá impactos econômicos, a depender do grau e duração da declarada intervenção (...) Como isso não está suficientemente claro, no mercado brasileiro teremos volatilidade cambial e incertezas nos ativos financeiros, na Bolsa e nos juros.
Antonio Corrêa de Lacerda, professor-doutor em economia da PUC-SP

Incerteza favorece ativos seguros. Historicamente, agentes econômicos buscam ampliar parte da carteira em investimentos que representam reserva de valor, reduzindo posições focadas em rentabilidade. É o caso de metais, como ouro e prata, além de moedas de países de economia forte, como dólar, libra e euro.

A ofensiva americana na Venezuela cria um ambiente favorável ao aumento do prêmio de risco no primeiro momento.
Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos

Metais operam em alta. No mercado internacional, o ouro é negociado com alta da ordem de 2,56%, enquanto a prata sobe 4,89%.

Petróleo também opera em alta. Após chegar a recuar até 1% após a abertura dos negócios na Bolsa eletrônica, as cotações dos contratos do barril passaram a oscilar perto da estabilidade, alternando variações positivas e negativas, ganhando tração no começo da tarde. Por volta das 16h50, no horário de Brasília, o contrato Brent subia 1,61%, a US$ 61,74.

Expectativa de aumento de produção na Venezuela a médio prazo influencia negócios. O governo americano planeja abrir a indústria petrolífera venezuelana ao capital externo e, assim, elevar exploração de petróleo no país, o que tende a ampliar a oferta da commodity. Esse cenário ajuda a conter parte da volatilidade inicial gerada pelas incertezas políticas, dizem analistas.

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