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Dólar e Bolsa recuam com impasse sobre guerra no Irã e inflação no radar

Ibovespa também recua nos primeiros negócios desta semana. Às 11h35, o principal índice do mercado acionário brasileiro recuava 0,82%, aos 182.598,25 pontos. A variação mantém a sequência negativa que derrubou a Bolsa nacional em 1,7% na semana passada e em 7,32% desde que encostou nos 200 mil pontos, em 14 de abril. No acumulado deste ano, no entanto, o índice sustenta alta acima de 14%.

Cotação dos contratos futuros de petróleo abriu a semana com leve alta. O Brent, referência internacional para o combustível, subia 1,98% e era negociado a US$ 103,29 por barril por volta das 11h22. A oscilação positiva amplia para mais de 40% a alta do petróleo desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro.

Inflação

Previsão de inflação subiu pela nona semana seguida e encostou em 5%. O mercado financeiro brasileiro elevou de 4,89% para 4,91% a mediana das estimativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano. Caso a previsão se confirme, o índice vai superar a tolerância de 1,5 ponto percentual da meta estabelecida em 3% pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

O que realmente preocupa é a sequência, a persistência e a incapacidade das expectativas de encontrarem um ponto de estabilização. Nove altas consecutivas representam muito mais do que uma simples revisão estatística e mostram um processo gradual de perda de confiança na velocidade de convergência da inflação brasileira.
Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos

Inflação do Brasil e dos Estados Unidos guiam os olhares nesta semana. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga amanhã (12) o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, com expectativa de alta de 0,7%, a maior para o mês desde 2022 (1,06%). Para os EUA, é esperado que a inflação do mês passado seja de 0,6%.

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