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Dólar fecha em alta e é vendido a R$ 5,28, maior marca desde 23 de janeiro

Bolsas internacionais apresentam comportamentos mistos. Na Ásia, os índices acionários fecharam em alta nesta quinta-feira, com o desempenho de Seul garantindo o melhor pregão em quase duas décadas após a queda recorde de ontem, à medida que aplicadores buscam barganhas. Já na Europa, os indicadores voltaram a fechar em queda, com investidores adotando postura mais cautelosa diante da intensificação da guerra no Oriente Médio e de seus possíveis efeitos sobre energia, inflação e crescimento global. Nos Estados Unidos, os índices também operam em queda hoje.

Ibovespa volta a operar em queda. Após reagir ontem, quando terminou o pregão de ontem com alta de 1,24 % a 185.366 pontos, recuperando-se da sessão negativa anterior, quando sucumbiu junto com as principais Bolsas na Ásia, Europa e Estados Unidos, hoje o Ibovespa volta a recuar. Às 16h53, o indicador acelerou a queda, recuando 2,57%, para 180.604 pontos.

Mercado repercute dados do mercado de trabalho. Investidores reagem hoje aos dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) referentes a fevereiro divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desemprego do Brasil fechou o trimestre até janeiro em 5,4%, ante 5,1% apurada até dezembro. Apesar desse aumento, é a menor taxa para o mês de janeiro desde 2012.

Essa alta da taxa de desemprego era esperada, tendo em vista a sazonalidade de demissões em dezembro, que afeta a Pnad com defasagem, uma vez que a taxa de desocupação é uma média móvel trimestral. Apesar de esperarmos que a taxa de desocupação continue aumentando, especialmente no primeiro trimestre, não vemos um cenário em que o mercado de trabalho piore significativamente, com a nossa expectativa de que a taxa de desocupação encerre 2026 em 5,5%. André Valério, economista sênior do Inter

Dados do mercado de trabalho calibram apostas no mercado de juros. A resiliência do emprego e da renda no Brasil tem sido apontada pelo Banco Central como um dos fatores que têm impedido uma queda mais firme da inflação no país. Assim, indicadores desse setor podem pesar no próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), dias 17 e 18 deste mês. Embora tenha mantido a taxa básica de juros em 15% na última reunião, a diretoria do BC sinalizou corte da Selic para março.

Os números capturam a sazonalidade típica do mercado de trabalho, já que após o pico de contratações do fim do ano, há uma reversão com o encerramento de vagas temporárias, sobretudo no comércio, o que costuma elevar a taxa de desemprego, mas sem sinalizar uma piora estrutural. Apesar disso, o país atravessa quadro de desemprego em mínimas históricas, crescimento real dos salários e elevado grau de formalização, combinação que favorece o avanço da renda e do consumo, mas dificulta a convergência da inflação. Diante desse cenário, o Banco Central tende a conduzir um ciclo de cortes de juros mais cauteloso e gradual ao longo do ano. Rafael Perez, economista da Suno Research

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