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Dólar opera a R$ 5,38 e Bolsa estável após IPCA e acordo Mercosul-UE

Mercado repercute divulgação da inflação oficial do Brasil em 2025, emprego nos EUA, sinal verde da União Europeia para acordo com Mercosul, além da situação americana na Venezuela.
Mercado repercute divulgação da inflação oficial do Brasil em 2025, emprego nos EUA, sinal verde da União Europeia para acordo com Mercosul, além da situação americana na Venezuela. Imagem: MARCELLO CASAL JR/AGêNCIA BRASIL

O dólar abre esta sexta-feira estável ao redor de R$ 5,39, após quatro quedas nas últimas cinco sessões. O mercado repercute hoje uma agenda cheia de eventos, com divulgação da inflação oficial do Brasil em 2025, dados de emprego nos Estados Unidos e o sinal verde da União Europeia para acordo com Mercosul, além de desdobramentos da intervenção americana na Venezuela.

O que aconteceu

Dólar abre última sessão da semana sem tendência firme. No comercial para a venda, a moeda americana inicia os negócios com baixa de 0,04%, a R$ 5,387. Ontem, a divisa fechou a sessão com leve alta, a primeira variação positiva neste ano.

Mercado repercute sinal verde da União Europeia para acordo com Mercosul. Uma maioria qualificada de países da União Europeia aprovou hoje o acordo de livre-comércio negociado há mais de 25 anos e criticado pelo setor agropecuário europeu e pela França. Embora o texto ainda precise passar pela votação no Parlamento Europeu, o andamento desse processo trabalha a favor para as exportações brasileiras no médio prazo, com potencial para no futuro gerar atração de moeda forte para a economia local.

Inflação oficial dentro da meta e a menor desde 2018. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2025 de 4,26% , divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi o mais baixo desde 2018. O indicador reforça cenário de redução de pressões inflacionárias e corrobora apostas de que o Banco Central possa começar a cortar os juros no país ainda neste semestre.

A desaceleração tem sido sustentado por um conjunto de fatores, como valorização do câmbio, queda de preços de commodities e retração nos preços de alimentos. Apesar desse alívio, alguns componentes seguem pressionados, como a inflação de serviços. Rafael Perez, economista da Suno Research

A inflação permanece na trajetória certa. No entanto, também em razão da dinâmica do mercado de trabalho, creio que o Banco Central manterá certa cautela e cortará os juros em março deste ano, e não em janeiro. Maykon Douglas, economista

Indicador de emprego nos Estados Unidos pode apoiar apostas de cortes de juros nos Estados Unidos também. Os dados do mercado de trabalho têm sido uma das referências usadas pelo Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, para seguir ou não com o afrouxamento monetário, após o corte de taxas em dezembro. Os números serão divulgados às 10h30, horário de Brasília.

O mercado de câmbio acompanha a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos e possível decisão da Suprema Corte sobre tarifas impostas por Trump, fatores que podem pressionar o dólar index e as taxas de juros dos títulos americanos. Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio

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