PIB brasileiro do primeiro trimestre também repercute no mercado. O Produto Interno Bruto apurado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) variou 1,1% entre janeiro e março deste ano ante o trimestre imediatamente anterior, acumulando em 12 meses uma variação de 2%.
Esse resultado confirma nossa leitura de atividade mais forte no primeiro trimestre, principalmente diante de incentivos pontuais do governo, principalmente a isenção do Imposto de Renda da pessoa física e valorização real do salário mínimo. No entanto, outros setores de economia, que são mais dependentes da taxa de juros, continuam a mostrar desempenho negativo. No geral daqui em diante a gente espera uma desaceleração gradual da economia. Antonio Ricciardi, economista do Daycoval
Mercado analisa se ritmo da economia permite ao Banco Central seguir cortando os juros. Nos dias 16 e 17 de junho próximo, o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir a Selic, taxa básica de juros. Nos dois últimos encontros, a diretoria do órgão reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, em março e abril, respectivamente, levando a Selic de 15% ao ano a 14,50%.
Após três trimestres consecutivos próximos à estabilidade, a economia voltou a acelerar no primeiro trimestre de 2026. Diante deste resultado, o Banco Central deverá revisar novamente suas estimativas para o hiato do produto. A projeção oficial mais recente indicava um crescimento de 1,6% para 2026. Essa estimativa passa a carregar um claro viés de alta, convergindo para um cenário que ainda não havia sido incorporado pela autoridade monetária em seu balanço de riscos. Mariana Rodrigues, economista da SulAmérica Investimentos
Os dados mostram uma economia acelerando, provavelmente devido aos programas aprovados pelo governo neste início de ano, como reação à desaceleração do último trimestre de 2025, o que poderá gerar preocupação para o Banco Central, que deverá manter cautela na política monetária. José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos
EUA e terroristas
Setor financeiro analisa potenciais impactos de decisão do governo dos Estados Unidos de considerar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas. O governo Donald Trump assinou ontem a classificação das facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). A medida vale a partir do dia 5 de junho.

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2 semanas atrás
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